Marcello Medeiros
Na tarde desta quinta-feira (02), o leitor do Diário Gustavo Lemos fazia uma caminhada em um dos acessos do Vale da Lua, em Teresópolis, quando avistou uma bonita cobra ‘serpenteando’ pelo local. A uma distância segura, ele registrou o animal, que, aparentemente é uma ‘falsa Coral’, devido às características físicas e a reação apresentada. Como não é venenosa, ela tende a ser mais rápida, ativa e costuma tentar fugir com mais facilidade. Já a ‘Coral verdadeira’ é mais defensiva, costuma enrolar a ponta da cauda e fazer movimentos de espasmo quando se sente ameaçada.
Mas, na dúvida, nunca se aproxime ou tente manusear esse tipo de animal: especialistas do Instituto Butantan alertam que tentar diferencia-las apenas pelas cores é perigoso, pois a evolução fez com que as espécies apresentem similaridades nas características. O mais seguro ao avistar uma serpente é não se aproximar e, caso ela não esteja em seu habitat natural, acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental. “Olha esse registro no Vale da Lua! A ideia é para que tomem cuidado ao caminharem por aqui! Não sei se é a Coral verdadeira, sei que o susto foi grande!”, comentou Gustavo em vídeo encaminhado à nossa redação.


É falsa ou verdadeira? Especialistas do Instituto Butantan alertam que tentar diferencia-las apenas pelas cores é perigoso, pois a evolução fez com que as espécies apresentem similaridades nas características. Foto: Gustavo Lemos / Reprodução
Atendimento especializado
Importante lembrar ainda que, em caso de acidente envolvendo qualquer tipo de cobra em Teresópolis, a única unidade de saúde que mantém os soros necessários para o tratamento, que varia de acordo com o gênero do animal, é o Hospital das Clínicas Constantino Ottaviano (HCTCO). Outra observação é, se possível, fazer uma foto da cobra para que o enfermeiro ou médico possam indicar o tratamento adequado.
O tratamento é intravenoso, realizado exclusivamente em ambiente hospitalar, sendo disponibilizados os seguintes tipos de soro: Antibotrópico (SAB) – Neutraliza o veneno de jararaca, jararacuçu, cruzeira, urutu e cotiara; Anticrotálico (SAC) – Específico para picadas de cascavel; Antielapídico (SAE) – Usado para envenenamento por corais-verdadeiras; Antilaquético – Indicado para acidentes com a surucucu; – Soros Combinados – Como o Soro Antibotrópico-Laquético ou Antibotrópico-Crotálico, usados quando há dificuldade em identificar exatamente qual dessas cobras causou o acidente.






