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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Depois das cerejeiras, ipês deixam Teresópolis colorida de amarelo

Diversos exemplares transformam cenários urbanos em diversos bairros, com destaque para o canteiro central

Marcello Medeiros

O mês de julho foi ‘tomado pelo rosa’ com a floração das Sakuras, em especial no Cantinho das Cerejeiras, no bairro da Posse. Agora, diversos pontos de Teresópolis estão coloridos de amarelo com a chegada da época de destaque dos ipês. A floração dos exemplares de Handroanthus albus, espécie conhecida como ipê-amarelo-da-serra, pode ser observada em diferentes pontos da cidade e transforma trechos de ruas e calçadas em verdadeiros cartões-postais. Um dos conjuntos mais conhecidos está na Avenida Lúcio Meira, no trecho do canteiro central próximo ao cruzamento com a Calçada da Fama. As árvores, quando cobertas pelas flores, se destacam em meio à paisagem urbana e chamam a atenção de quem passa pelo trecho, gerando ainda um bonito contraste com o vermelho da ciclofaixa bidirecional.

O ciclo também produz uma das imagens mais características da espécie: flores espalhadas pelo chão, formando uma espécie de tapete sob as copas. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

E, apesar de mais uma vez ganhar as redes sociais, a cena não é nova na cidade. Em agosto de 2019, o Diário de Teresópolis registrou a floração de oito exemplares de ipê-amarelo no canteiro central da Avenida Lúcio Meira, entre a Calçada da Fama e a Rua Duque de Caxias. Outro ponto que merece ser observado é a Rua Fernando Martins, no acesso ao bairro Vila Muqui, onde há exemplares de grande beleza durante o período de floração. Também há árvores floridas na Rua Nilza Chiapetta Fadigas, nas proximidades do encontro com a Rua Tenente Luiz Meirelles.

Mais sobre a florada
A beleza dos ipês está diretamente relacionada a uma característica da espécie: o Handroanthus albus é uma árvore caducifólia, ou seja, perde as folhas antes da floração. Com a copa praticamente despida, as flores amarelas passam a ocupar todo o destaque visual. Segundo informações da Embrapa, as flores são reunidas em inflorescências terminais e apresentam coloração amarela bastante característica. A espécie pode alcançar grande porte, chegando a 20 ou 30 metros de altura em determinadas condições. Os meses de agosto e setembro são o período típico de floração do ipê-amarelo, enquanto estudos e referências botânicas também registram a ocorrência da florada entre julho e setembro, dependendo das condições locais. Nativa de áreas de Mata Atlântica e também encontrada em outras formações brasileiras, a espécie ocorre naturalmente no estado do Rio de Janeiro.

A legislação reconhece a importância da espécie como um dos símbolos da identidade e da paisagem brasileira. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Um espetáculo que dura pouco
A passagem dos ipês pelo auge da floração é relativamente breve, o que ajuda a explicar por que as árvores despertam tanta atenção quando aparecem completamente amarelas. O ciclo também produz uma das imagens mais características da espécie: flores espalhadas pelo chão, formando uma espécie de tapete sob as copas. Em uma cidade marcada pela presença da Mata Atlântica e pelo relevo da Serra dos Órgãos, a arborização urbana acaba criando pequenas ilhas de natureza no cotidiano. E, por algumas semanas, os ipês fazem com que trechos movimentados de Teresópolis ganhem uma paisagem que convida a diminuir o passo – ou simplesmente olhar para cima.

Símbolo e patrimônio brasileiro
O ipê-amarelo é considerado árvore-símbolo do Brasil, com a primeira citação de 1961, do presidente Jânio Quadros. Porém, a escolha foi oficializada pela Lei Federal nº 6.607, de 7 de dezembro de 1978, que declarou o Pau-brasil como Árvore Nacional e estabeleceu o ipê-amarelo como Flor Nacional. A legislação reconhece a importância da espécie como um dos símbolos da identidade e da paisagem brasileira. Na botânica, os chamados ipês-amarelos pertencem ao gênero Handroanthus, que reúne diferentes espécies. Entre elas está o Handroanthus albus, encontrado em áreas do Sudeste e conhecido pela intensa floração amarela que ocorre, em geral, durante o período mais seco e frio do ano.

Um dos conjuntos mais conhecidos está na Avenida Lúcio Meira, no trecho do canteiro central próximo ao cruzamento com a Calçada da Fama. Foto: Marcello Medeiros / O Diário
Teresópolis 13/08/2026
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