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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Eleitores apostam na colinha para não esquecer os números nas Eleições 2026

Com seis cargos em disputa no primeiro turno; Justiça Eleitoral reforça que o material em papel é permitido e ajuda a evitar filas

Isla Gomes

Com a chegada do primeiro turno das Eleições 2026, marcada para 4 de outubro, muita gente já está se preparando para não se perder na hora de digitar os números na urna eletrônica. São seis escolhas a fazer: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A ordem de votação começa pelo cargo de deputado federal (quatro dígitos), passa pelo estadual (cinco dígitos), segue pelos dois senadores (três dígitos cada um), e termina em governador e presidente (dois dígitos cada). Por isso, a Justiça Eleitoral tem incentivado o uso da colinha, aquele papelzinho com os números anotados. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro começou a distribuir 1,4 milhão de unidades gratuitas nas zonas eleitorais e nas Centrais de Atendimento ao Eleitor. O objetivo é claro: agilizar a votação e reduzir o tempo de permanência na cabine, evitando filas. Nas ruas de Teresópolis, a prática já faz parte da rotina de muitos eleitores. Marley Ribeiro, dona de casa, não dispensa o recurso. “Eu levo a colinha já que eu não guardo de cabeça. É difícil, né? Eu tomo remédios controlados e fica mais complicado lembrar tudo. Ainda não sei a ordem que vai aparecer lá, mas pretendo anotar com calma antes do dia.”, conta.

Oziel de Souza também não abre mão da ajuda. “Costumo levar a cola, é bom para não esquecer. Sempre levei e vou levar dessa vez. É difícil lembrar de tanta coisa. Ainda estou pesquisando os candidatos e a ordem certa, mas na hora da votação o papelzinho vai comigo.” Maria Santana, aposentada, tem a mesma preocupação. “De cabeça provavelmente não vou conseguir. Vou fazer uma colazinha. São tantos números que seria difícil decorar. Ainda estou pesquisando os detalhes para decidir bem, porque a hora está chegando e não dá para deixar para a última hora.”

“Eu levo a colinha já que eu não guardo de cabeça. Ainda não sei a ordem que vai aparecer lá, mas pretendo anotar com calma antes do dia.” Conta a dona de casa Marley Ribeiro. Foto: Isla Gomes/O Diário

Proibido celular
A regra é simples: a cola precisa ser em papel. Celular, tablet ou qualquer aparelho eletrônico não pode entrar na cabine de votação. O telefone só é aceito na hora da identificação, pelo aplicativo e-Título, desde que mostre a foto do eleitor. Depois, deve ficar guardado no local indicado pelos mesários. Quem preferir pode preparar a própria cola em casa, observando a quantidade correta de dígitos de cada cargo. A recomendação da Justiça Eleitoral é chegar com os números já anotados e, de preferência, com o local de votação e o número da seção consultados com antecedência. O simulador de votação disponível no site da Justiça Eleitoral também ajuda a treinar a sequência antes do dia da eleição.

“Costumo levar a cola, é bom para não esquecer. Sempre levei e vou levar dessa vez. É difícil lembrar de tanta coisa.” Destaca Oziel de Souza. Foto: Isla Gomes/O Diário

Como conseguir sua cola
Través do site da Justiça Eleitoral: www.justicaeleitoral.jus.br ou diretamente na central de Atendimento ao Eleitor em Teresópolis: Fórum da Comarca – Endereço: Rua Carmela Dutra, 640 – Agriões.

“De cabeça provavelmente não vou conseguir. Vou fazer uma colazinha. São tantos números que seria difícil decorar.” Pontua a aposentada Maria Santana. Foto: Isla Gomes/O Diário
Teresópolis 22/09/2026
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