Não encontro melhor ilustração para um fato ocorrido ontem na política do Paraná: dois ou três homens separando um outro para que o valentão covarde da turma lhe dê uma surra. Por isso, chamo de covardia a decisão que proíbe o candidato Deltan Martinazzo Dallagnol de fazer campanha para o Senado, mesmo tendo ele a candidatura registrada pelo Tribunal Eleitoral.
Quem fez o pedido? A Coligação Paraná Para Todos e a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil) – Estadual. O grupo tem candidatos que concorram com Deltan? Sim, têm, Gleisi Hoffmann e Florisvaldo Fier, ambos do PT. O que eles pediram?
“A pretensão dos requerentes é que Deltan Martinazzo Dallagnol seja obstado: i) ao recebimento e o uso de recursos porventura já recebidos oriundos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha; ii) à realização e transmissão de sua propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão; e iii) à realização dos demais atos de propaganda eleitoral, inclusive a participação em debates”.
O que lhe foi concedido? “Ante o exposto, defiro o pedido de liminar formulado na tutela cautelar antecedente ajuizada pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL) – Paraná, a fim de conceder efeito suspensivo ativo ao recurso ordinário por elas interposto, para interditar ao candidato Deltan Martinazzo Dallagnol, até o julgamento do apelo por esta Corte Superior: i) o recebimento e do uso de recursos públicos porventura já recebidos (Fundo Partidário e FEFC); ii) a veiculação e transmissão de sua propaganda eleitoral no rádio e na televisão; iii) a prática de outros atos de campanha eleitoral”.
“Interditar”. É o verbo.
Portanto, alguém segura o candidato Deltan para que os seus concorrentes possam bater nele até ele cair.
Há outra maneira de entender isso que não o modo como eu entendo?
