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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Artista ganha destaque no Shopping Popular com desenhos, quadros e aulas de arte

Lippi transformou o local em ateliê e espaço de aprendizado, onde produz suas obras, vende quadros e ensina desenho

Maria Eduarda Maia

Quem passa pelo Shopping Popular Elian Jorge Lauand, próximo ao Terminal Rodoviário de Teresópolis, provavelmente já se deparou com Fernando José Lippi, o Professor Lippi. Em meio ao movimento de pessoas e aos estandes, ele trabalha cercado por telas, pincéis, lápis e tintas, produzindo suas pinturas e compartilhando sua arte com quem circula pelo local. O que começou como uma oportunidade para vender seus trabalhos acabou se transformando em muito mais: um ateliê aberto ao público, onde também dá aulas de desenho e mantém uma relação próxima com os frequentadores.
Desenhos e pinturas começaram a dividir espaço com o movimento do mercado. E o trabalho chamou a atenção de quem passava. Vieram os pedidos para que ele também ensinasse desenho. “Vendo meus trabalho, o pessoal começou a pedir pela aula de desenho. Foi aquele incentivo. Estou até hoje dando as aulas de desenho e vendendo meus quadros”, contou, em entrevista ao Diário.
A presença de Professor Lippi no Shopping Popular já dura alguns anos. Antes mesmo da pandemia, ele já havia transformado aquele espaço em uma espécie de ateliê aberto ao público. “Ficava desenhando aqui dentro. O pessoal chama atenção das crianças por causa dos bichinhos que eu faço”, disse.

Em meio ao movimento de pessoas e aos estandes, ele trabalha cercado por telas, pincéis, lápis e tintas, produzindo suas pinturas e compartilhando sua arte com quem circula pelo local. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Espectadores e incentivo
Enquanto trabalhava, o artista percebeu que também tinha espectadores. Muitas vezes, quem passava pelo mercado parava para acompanhar de perto o processo de criação. “Eu ficava ali entretido, fazendo o desenho. Daqui a pouco tinha uma plateia aqui me assistindo”, relatou Lippi.
O interesse do público se tornou parte da rotina. Para o artista, receber esse reconhecimento é também uma forma de incentivo. “É sempre bom quando a gente vê as pessoas admirando o trabalho da gente. Eles param para olhar o que eu estou fazendo, para ver a novidade”, pontuou.

Novas portas
A convivência diária com os frequentadores acabou levando o trabalho de Professor Lippi para outros espaços, rendendo novas oportunidades. Pessoas que conheceram sua arte no Shopping Popular fizeram convites e ajudaram a ampliar sua atuação como professor. Uma dessas oportunidades surgiu na ProArte, onde atualmente dá aulas às quartas-feiras. “Você acaba conhecendo muitas pessoas aqui. Tendo mais contato”, falou.
A experiência mostra como o espaço acabou se tornando mais do que um ponto de venda. O contato direto com o público ajudou a divulgar o trabalho do artista e abriu caminhos para novos alunos.

O que começou como uma oportunidade para vender seus trabalhos acabou se transformando em muito mais: um ateliê aberto ao público, onde também dá aulas de desenho e mantém uma relação próxima com os frequentadores. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Paixão que começou na infância
Muito antes de chegar ao Shopping Popular, a relação de Professor Lippi com o desenho já fazia parte da infância. Ele conta que sempre teve interesse por arte e que, ainda criança, costumava desenhar personagens de histórias em quadrinhos na areia para os colegas. Na época, porém, as oportunidades para estudar arte eram mais limitadas. Foi então que ele passou a buscar conhecimento por conta própria. “Eu desenhava na areia para os colegas. Eu desenhava personagens de histórias em quadrinhos na areia para os colegas pedirem para fazer”, relembrou.
A curiosidade levou o artista a pesquisar técnicas e comprar livros de pintura. O aprendizado veio principalmente da prática e da dedicação. “Eu fui pesquisando por minha conta. Comprava livros de pintura. E aí eu mesmo fui desenvolvendo, desenrolando. Por isso eu sou considerado autodidata”, declarou Lippi, dizendo que nunca frequentou nenhuma faculdade de pintura e que construiu sua trajetória por conta própria.

Arte que também conta histórias
Entre os temas que mais despertam o interesse de Professor Lippi estão os animais e acontecimentos que marcam o mundo. Algumas obras partem de situações reais e carregam uma preocupação social. Entre os trabalhos citados por ele está um desenho inspirado na guerra do Sudão, retratando refugiados internos, uma mãe segurando um bebê e a atuação de profissionais dos Médicos Sem Fronteiras.
Para o artista, acontecimentos como esses despertam sentimentos, reflexões e novas ideias para sua produção. “Eu gosto muito de animais. Gosto de fatos que acontecem no mundo. Essas coisas assim me inspiram para desenhar”, explicou, ressaltando que cada obra também tem um significado próprio.

Entre os temas que mais despertam o interesse de Professor Lippi estão os animais e acontecimentos que marcam o mundo. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Saiba mais
Hoje, quem quiser conhecer o trabalho de Professor Lippi pode encontrá-lo no próprio Shopping Popular, na Galeria Lippi, na Rua Waldir Barbosa Moreira, 136, Várzea, próximo ao Terminal Rodoviário de Teresópolis. Além de vender suas obras, ele continua produzindo e dando aulas de desenho. Além das aulas no Shopping Popular, o artista também está na ProArte todas as quartas-feiras, a partir das 14h. Para mais informações, o contato é (21) 99850-3449.

Teresópolis 08/10/2026
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