Marcello Medeiros
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (03), a Operação Mahin, com o objetivo de apurar crimes de ameaça, injúria racial, racismo e violência política praticados por meio da internet contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e seus familiares. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Teresópolis, expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal. “A investigação teve início em agosto de 2026, após o envio de mensagens eletrônicas contendo ameaças de morte e ataques de cunho racista e misógino direcionados à parlamentar e à sua família, além da divulgação não autorizada de dados pessoais da vítima”, informa a PF.
No decorrer das apurações, a Polícia Federal identificou um suspeito de autoria das mensagens, que havia sido preso posteriormente, no município de Teresópolis, por suspeita de envolvimento em outro crime. “As diligências buscam reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias dos fatos e para aprofundar a apuração das condutas investigadas”, destaca ainda a PF, que na nota distribuída à imprensa não informou dados sobre o apontado autor.

Mais sobre a investigação
A investigação é resultado de denúncias formalizadas por Petrone, entre julho e agosto de 2026, quando a deputada expôs ter recebido mensagens eletrônicas com ataques racistas e misóginos, inclusive com as ameaças de morte direcionadas à família da parlamentar, que citavam ameaças de estupro e morte. Também foram divulgados dados pessoais da deputada. “Imagina ver endereços que frequenta divulgados pelo criminoso? Já são vários inquéritos abertos e nenhuma resposta. É impressionante o ódio que eles têm da possibilidade de as mulheres ocuparem o poder”, disse a parlamentar, ao denunciar o caso, nas suas redes sociais.



