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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Bandidos atacam e atiram em motoristas na Magé-Manilha

Teresopolitanos que seguiam para Região dos Lagos são vítimas. Em outro caso, motorista escapou por pouco

Marcello Medeiros

Em meados de novembro do ano passado, O Diário publicou reportagem com o título “Qual o melhor trajeto para se chegar a Região dos Lagos?”, tendo como objetivo mostrar outras rotas para que os teresopolitanos pudessem aproveitar o Verão em cidades como Rio das Ostras e Arraial do Cabo, por exemplo, com menos riscos de se tornarem vítimas da violência ao cruzarem o mais tradicional caminho até essas regiões, a Magé-Manilha. E, apesar do anúncio de investimento e mudanças na área de segurança, a situação continua de extremo risco na rodovia federal que garante acesso à BR-101. No último fim de semana, uma família de Teresópolis que seguia para um casamento em Cabo Frio escapou por pouco da morte na BR-493.
Primeiro, eles levaram uma fechada de uma carreta e saíram da pista próximo ao acesso ao Vale dos Cedrinhos. Foi necessário solicitar ajuda de um amigo para que o veículo danificado fosse rebocado para Teresópolis e um segundo carro emprestado, um Honda Civic, fosse utilizado para continuar a viagem, por volta das 3h. No momento do “resgate”, os teresopolitanos foram abordados pela polícia e alertados que “aquela região estava muito perigosa”. Mal sabiam eles que, minutos depois, seriam vítimas da violência. 


Em direção a Região dos Lagos, foram emparelhados por um Cross Fox de cor amarela e, ao perceberem que seriam assaltados, pararam e tentaram fuga em marcha a ré. “Quando dei ré eles mandaram tiro. Consegui voltar na contramão e dei sorte que eles não foram atrás. Abandonamos o carro e nos escondemos no mato. Liguei para o amigo que havia me ajudado e ele acionou a polícia, que me deu apoio para trocar o pneu atingido pelo tiro e orientou que seguisse sentido Cabo Frio. Porém, pouco tempo depois o carro ferveu e percebi que outro tiro havia atingido o radiador e o condensador. Tive que parar em oficina para consertar e, no final das contas, nem conseguimos chegar ao casamento”, relata o Técnico em Refrigeração Carlos Eduardo Aguiar.
Nesta terça-feira, por volta das 7h, outro teresopolitano, que por coincidência é amigo de Carlos Eduardo, por muito pouco não foi vítima do mesmo crime e quase que exatamente no mesmo lugar, um trecho onde há uma ponte e consequentemente menos espaço para a vítima tentar escapar. “Eles renderam um casal em uma Hylux bem na minha frente, em plena luz do dia. Cheguei a reduzir para evitar que também fosse vítima. Eles roubaram a caminhonete e aceleraram. Alguns quilômetros a frente vi que haviam batido o carro da vítima em um caminhão”, conta o Motorista Gilberto Vidal. Entramos em contato com a Assessoria de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pelo patrulhamento na região, mas não obtivemos nenhuma resposta até o fechamento desta edição.

Outros caminhos
A preocupação com o aumento da violência nesse trecho tem feito muita gente buscar outras rotas para chegar a Rio das Ostras e outros municípios populares nessa região no período de Verão, principalmente. Um deles é por Cachoeiras de Macacu. Nesse roteiro, a distância passa para 205 quilômetros, também percorridos em aproximadamente três horas. É preciso descer a Serra até Parada Modelo, em Guapimirim, pegando então a bonita RJ-122, rodovia com asfalto moderno e excelente vista para as cadeias de montanhas da Serra dos Órgãos e Parque Estadual dos Três Picos. Nesse caminho, são duas possibilidades. Seguir por 35 quilômetros até as proximidades de uma cervejaria e depois pegar a direita, cruzando a RJ-116 e saindo na BR-101 em Tanguá, ou continuar pela Rio-Friburgo até o encontro com a RJ-142, já depois de Lumiar, chegando na 101 nas proximidades de Casemiro.
Outro caminho muito procurado pelos teresopolitanos preocupados com a violência é o que atravessa a Região Serrana, por Nova Friburgo. São 68 quilômetros até o município vizinho, via RJ-130. Depois é preciso pegar a RJ-142, em direção a Lumiar, cruzando esse pequeno e convidativo povoado. Na ida, muita descida até chegar a Casemiro de Abreu, pegando um pequeno trecho na BR-101 para acessar depois Rio das Ostras. Nessa opção, são 179 quilômetros percorridos no mesmo tempo das outras com maior distância, visto que é preciso cruzar trechos urbanos.

 

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