Wanderley Peres
Dedicada à aprovação do orçamento, a última sessão do ano foi de despedida na Câmara Municipal. Para os vereadores que não voltam, o que foram reeleitos mas voltarão em janeiro próximo, e para o presidente, que volta à Câmara ano que vem apenas para tomar posse do cargo de prefeito, assumindo a Prefeitura logo em seguida.
Antes da votação do orçamento, o vereador Dr. Amorim agradeceu pelo companheirismo nos últimos quatro anos, lamentou as ausências para o próximo ano dos pares não reeleitos e enalteceu a gestão do presidente Leonardo, a quem se fazia justiça agradecer pela sua amizade e tudo que fez, por não ter deixado de atender aos pares e por se empenhar enormemente para um bom mandato de todos. “Passei por vários presidentes bons, mas com esse jeito de atender a todos, resolvendo as questões como se fossem próprias, e sempre solícito com os companheiros, isso é digno de reconhecimento”, disse, lembrando outro grande presidente da Casa com as mesmas características, o ex-vereador José Carlos Faria.

Teco Despachante também lembrou o companheirismo e a dedicação. Amós Laurindo se despediu dos colegas reconhecendo as dificuldades do mandato e pedindo perdão à vereadora Érika Marra, com quem se desentendeu, e não estava presente. Vereador que não volta ano que vem, José Carlos da Estufa foi homenageado com voto de congratulações do presidente da Casa, agradecendo também aos companheiros a vereadora Márcia e os vereadores Diego Barbosa, Bruno Almeida, Dudu do Resgate e Paulinho Nogueira. Aprovado por todos, Luciano Santos apresentou um voto de congratulações ao presidente Leonardo, pela conduta ilibada durante os três biênios consecutivos na Presidência do Parlamento onde obteve uma expressiva conduta em dirigir essa Casa Legislativo sempre com determinação e afinco em prol do bem-estar da população de nosso Município.
“Leonardo é um legitimo representante de causas sociais e democráticas, sua vida é marcada pela luta estudantil, e como parlamentar sempre se pautou pela transparência e lisura com o erário público, o denodo, o entusiasmo e a austeridade, marcas que ficam da sua administração. Tributar esta singela homenagem ao Vereador e Presidente Leonardo Vasconcellos, é sem dúvida alguma reconhecer a importância de termos um autêntico representante do Município de Teresópolis, parabéns pelo triunfo que foi o reconhecimento do seu trabalho em prol do povo teresopolitano”, escreveu.
Iniciada a sessão, foram aprovadas em bloco as emendas impositivas, todas aprovadas nas comissões, logo em seguida sendo votado o orçamento para o ano seguinte, elaborado pelo governo Vinícius Claussen, que estimou e fixou a despesa e a receita do Município de Teresópolis em R$ 953.369.154,00 (novecentos e cinquenta e três milhões, trezentos e sessenta e nove mil, cento e cinquenta e quatro reais). O orçamento que o prefeito em fim de mandato estimou para o novo mandatário é trinta milhões a menos do que o que apresentou para o ano passado, de R$ 1.023.497.411,00.
Vereador responsável pelo poder Legislativo até o dia 31 de dezembro, quando entregará a Casa aos funcionários, e irão receber o vereador de mais idade em 1 de janeiro para a transição, sendo ele quem vai dar posse aos novos vereadores e, ainda, promover a eleição do novo presidente, o prefeito eleito Leonardo Vasconcellos, na última sessão ordinária que presidiu, agradeceu a homenagem recebida dos pares, e os calorosos elogios, aprovados por unanimidade, afirmando que foi uma honra ter participado da atual câmara.
“Ao longo do nosso período na Câmara, fizemos leis que importaram na vida do teresopolitano, como o auxílio aluguel para mulheres vítima de violência, a proibição dos cortes de energia e água nos fins de semana, a meia entrada para os professores nos cinemas e espetáculos, a proibição de negativar o servidor quando a Prefeitura deixa de pagar o funcionário… Fizemos as garantias, contribuímos com muitas mudanças, como a câmara cidadã, levando o poder legislativo a diversas comunidades, formando jovens, que se prepararam para a busca de emprego. Fomos a Câmara que mais devolveu recursos para o poder Executivo, para ajudar a cidade nas suas dificuldades”, disse.
“Até 2023 tive todas as minhas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas, sem ressalvas, faltando apenas a análise desta que está encerrando. Convivi com muita gente, passei por muitas coisas boas ou ruins no período, mas a Câmara me ajudou a ser um homem melhor, que aprendeu a ver as coisas de diversas formas, como elas são, e não só apenas da forma como a gente vê, mas da forma como as pessoas as vêm. E isso quem me deu condições de ser assim foi a carreira no poder legislativo, que engrandece a vida de todo mundo, e a mim não só engrandeceu, mas me preparou. Sei o que é ser vereador, na sua eterna busca da necessidade de quem tem sofrido, por isso meu compromisso é, ao chegar ao poder executivo, depois das lutas que enfrentaremos, ao final do mandato vermos que não teremos uma pessoa passando fome nessa cidade. Muitas vão passar dificuldades, mas fome não. Muitos continuarão sem saber ler e escrever, mas terão tido a oportunidade de estudo; muitos vão falecer, mas não vai ter faltado cama no hospital”.
Leonardo falou ainda sobre as mentiras da eleição e os ataques sistemáticos visando vilipendiar a sua imagem. “Na eleição vieram com as mentiras que tanto nos atingiram, e as urnas provaram a verdade. O que queremos, e sempre quisemos, é trabalhar. Diziam que o Leonardo foi preso e não voltaria mais para a Câmara, porque é o que eles queriam. E se voltar para a Câmara não terá condições morais de ser presidente, continuavam. Diziam que eu não conseguiria me reeleger, que não conseguiria ser presidente de novo, e insistiam com a mentira, dizendo até que eu seria preso de novo, com data marcada e tudo, e nada se concretizou porque era tudo mentira. Agora, continuamos no trabalho, e vamos entregar essa cidade melhor do que a gente vai encontrar, porque não podemos aceitar as coisas que temos assistido, e vamos buscar as soluções, porque Teresópolis estará sempre acima de tudo”, disse, lembrando que a sua missão será partir para um novo parágrafo, “buscando o desenvolvimento das pessoas, porque esse município só é município porque tem gente, e se não tivesse gente não haveria cidade”.