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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Liderar é ser gente

Há vasto material sobre liderança nas redes, nas livrarias, nas bibliotecas das faculdades e nas revistas especializadas. Para alguns, liderar é uma arte; para outros, uma necessidade. Em um país onde empreender já é uma tarefa das mais desgastantes, avançar na carreira e precisar gerenciar times torna o trabalho ainda mais cansativo.
Sem sombra de dúvidas, existem pessoas que naturalmente se destacam como líderes. Especialistas reportam também que a habilidade é treinável, ou seja, qualquer pessoa com boa vontade pode aprender a desenvolvê-la.
Ainda com relação ao fato de adaptar-se à posição, pouco se fala sobre a capacidade produtiva de um profissional ao ser alçado a tal posto.
Muitas empresas perdem bons analistas ou vendedores ao imaginá-los na mesma performance atuando na gestão. O resultado? Ganham um mau gestor e perdem um excelente técnico. O importante é que o profissional pratique a autoavaliação e busque feedback dos superiores antes de aceitar ou solicitar uma promoção para o comando de uma equipe.
Voltando ao tema: gerenciar times requer manter a urgência sempre em foco, lidar com decisões complexas, prazos curtos, demandas internas e conflitos constantes. Além disso, a pessoa no comando precisa inspirar e, em muitos casos, saber ouvir e compreender.
Se pedirmos para dez pessoas desenharem uma figura que reflita a liderança, certamente a maioria esmagadora (senão a totalidade) descreverá alguém à frente de outros, puxando-os. Talvez um ou outro desenhe alguém atrás, dando ordens e apontando.
O fato é que líderes também são subordinados a alguém, e este superior geralmente enxerga o negócio através de números. Tais números são comparados, e o desempenho é avaliado por eles. Os gestores são cobrados, e cobrados constantemente.
Quem lidera precisa de pessoas. Precisa delegar, organizar, conferir e, sim, cobrar.
Líderes também se cansam.
Eles precisam falar, orientar e ordenar. Mas também precisam dar satisfações. Precisam aceitar críticas, ouvir sugestões e, fundamentalmente, compreender a dinâmica da existência humana: nem sempre o seu subordinado deixará os problemas na porta da empresa. Apesar do glamour vendido pelas revistas corporativas, liderar é ser gente, e muito mais do que usar as máscaras do mundo dos negócios.

Estáquio Pereira

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