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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Horas extras, um direito (e um problema)

Uma pesquisa recente acendeu um alerta no mundo do trabalho: 40% das ações trabalhistas têm como pano de fundo as horas extras não pagas. Um número alarmante que nos leva a questionar: por que essa questão, tão regulamentada por lei, ainda gera tanta dor de cabeça? A legislação trabalhista é clara: o limite de horas extras é de duas por dia, mediante acordo entre empregador e empregado, e com a devida remuneração. No entanto, a realidade muitas vezes se distancia dessa norma. A falta de pagamento, o excesso de horas trabalhadas e a ausência de um controle eficaz são alguns dos fatores que contribuem para esse cenário.
As causas para o descumprimento da lei são diversas. Em algumas empresas, a desorganização interna leva a um acúmulo de tarefas, resultando na necessidade de horas extras. Em outros casos, há um claro abuso por parte do empregador, que ignora os direitos dos funcionários e se recusa a pagar pelo tempo adicional trabalhado.
Ainda me atrevo a dizer que em muitas vezes a necessidade de horas extras sugere falhas em processos internos, gerando baixa produtividade da equipe, o que leva a maior demanda de tempo para cumprir tarefas. O mau uso da tecnologia, ou tecnologias arcaicas ou indevidas, equipes mal preparadas e lideranças desatualizadas podem causar este cenário.
Se, por um lado, as empresas precisam rever seus processos e garantir o cumprimento da lei, por outro, os trabalhadores precisam estar atentos aos seus direitos e limites. Conhecer a legislação, conversar com os superiores e não ter medo de dizer “não” ou ainda sugerir melhorias no ambiente de trabalho, já que eles são a principal engrenagem, são atitudes fundamentais para evitar a sobrecarga e garantir a saúde física e mental.
As horas extras não pagas não são apenas um problema individual, mas sim uma questão que afeta toda a sociedade. A sobrecarga de trabalho e os litígios por conta de não pagamentos levam ao estresse, à exaustão e a diversos problemas de saúde, impactando a qualidade de vida dos trabalhadores e a produtividade das empresas.
Então para empresas: rever processos internos, avaliar a produtividade e tecnologia, controle de horas extras e correta remuneração; trabalhadores: conhecer direitos, deveres e limites, avaliar sua qualificação e condições de trabalho, contribuir com os processos internos, dando retorno para as lideranças.
Sabemos que nem sempre o diálogo entre empregado e empregador é saudável, o que ainda pode deixar o tema mais tenebroso, porém os dias atuais exigem um cuidado com a saúde integral da pessoa, e cada um sabe dos seus limites e riscos.

  • Eustáquio Pereira é Contador em Teresópolis, com mais de 20 anos de experiência

Eustáquio Pereira

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