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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Jogos de azar, aluguéis e desesperança

Uma recente pesquisa, elaborada por Loft e Offerwise identificou que mais de 31% dos entrevistados possuem atrasos de pagamento de alugueis, por conta de apostas em jogos de azar. O fenômeno não é recente, pois jogos de azar existem já há várias décadas, de forma legalizada no país, além, é claro, das demais formas de apostas não reconhecidas legalmente.
Nos últimos anos testemunhamos o crescimento exponencial das “bets”, que dominam inclusive os patrocínios a eventos esportivos e de lazer em geral. No futebol nacional, por exemplo, somente 2 dos 20 times da série A não possuem o patrocínio principal originado de casas de apostas, e grandes programas televisivos contam com a injeção financeira destas empresas. Influencers dos mais diversos ramos de atuação anunciam também estas empresas de entretenimento.
As apostas online em bets ou demais jogos de azar movimentam valores bilionários, fazendo inveja ao PIB de muitos países no mundo.
Apesar de os divulgadores de casas de apostas recomendarem o jogo responsável, assim como as propagandas de bebida pregam o beber com moderação, ou o não dirigir, sabemos que todo vício lança por terra qualquer barreira, uma vez que o desejo não enxerga obstáculos diante do objeto.
O vício em café, em chocolate, em compras de roupas, joias, eletrônicos e mesmo o sexo possuem um padrão. Não será nosso objetivo aqui tratar desses pormenores, mas o vício em jogos traz consigo um elemento que não há nos demais: o enriquecimento rápido e sem esforço, e um antagonismo entre dois opostos que parecem se encontrar ao mesmo tempo: esperança e desesperança. Esperança em ter poder (os prêmios anunciados são milionários) e desesperança com a realidade atual, a ponto de sujeitar parte da renda em opções de ganhos desproporcionais ao “investimento” realizado.
E é difícil reconhecer este vício, ou este desajuste com a realidade. Além da falta de educação financeira, a educação emocional em muito falta a pessoas que possuem algum tipo de vício.
Às vezes não há muito o que se fazer, e somente quem perde tudo, e sofre prejuízos financeiros e pessoais, como o fim de um relacionamento ou ainda do emprego, por conta desses vícios, percebe os malefícios das apostas em jogos de azar sem responsabilidade.

Eustáquio Pereira

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