Lembram dele? Foi aluno da Escolinha do Professor Raimundo. Antônio Carlos Pires fazia o papel. O bordão dele era: “Ah! Meu Jesus Cristinho, já me descobriu aqui outra vez. Será possível?” Joselino Barbacena reagia assim, sempre que era chamado pelo professor para uma prova oral.
Jair Bolsonaro deveria usar o bordão toda vez que o Presidente Donald Trump e o filho Eduardo falam nele, pois a situação dele só piora. Quando Eduardo e Donald iniciaram a defesa de Jair Bolsonaro, ele passou a usar uma tornozeleira eletrônica, teve a prisão decretada, a vigilância em casa redobrada e o processo contra ele ganhou celeridade. Pobre Jair. Onde esse cara estava com a cabeça quando resolveu ser presidente da república? Burrice ou ignorância sobre a história dos presidentes anteriores?
O primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, não aguentou as pressões do Congresso Nacional, fechou a Casa, promoveu um golpe e, por fim, renunciou ao mandato. O sucessor – sucessor na marra – Floriano Peixoto, enfrentou revoltas, governou com “mão de ferro” impondo uma ditadura ao Brasil. Morreu logo após deixar o governo com uma crise hepática e sabe-se que o fígado é um órgão que reage mal ao estresse. Afonso Pena morreu no mandato. Rodrigues Alves morreu antes da posse. Getúlio meteu uma bala no peito. Juscelino foi perseguido e humilhado até a morte; Jânio não aguentou e renunciou; Jango foi apeado do poder. Até mesmo no período dos generais, tivemos Costa e Silva, que morreu na presidência vítima de um AVC, após baixar o AI-5. Tancredo Neves morreu antes da posse. Collor e Dilma sofreram impeachment; Lula esteve preso por ter sido presidente. E Jair Bolsonaro? Bem, o caso está aí diante dos olhos.
Quem será o próximo? Por que com esse histórico, a Presidência da República do Brasil é tão cobiçada? Só um louco ou um ignorante pode aceitar a ideia de presidir um país com um sistema político que deixa os presidentes reféns de todo tipo de chantagem e agonia.