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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Não se deixe enganar.

O prefeito do Rio apresenta-se como candidato a governador do estado, uma posição essencial para o combate ao crime, num território quase todo dominado por criminosos. Eduardo Paes saberá como agir? E se souber, terá autoridade moral para fazer o que precisa ser feito? Só há um modo de saber: avaliando o trabalho dele. Então, vamos lá.

De janeiro de 1993 a abril de 1996, Eduardo Paes foi subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, mas ele não foi um subprefeito qualquer. Ele era o de maior intimidade e autoridade com o prefeito, naquele tempo, César Maia. Sob as barbas dos dois, surgiu, cresceu e serviu como território livre para as milícias, a localidade Rio das Pedras. Lá apareceram os primeiros milicianos, um deles, Natalino, irmão de outro, Jerominho, filiou-se ao partido de César Maia e do Eduardo Paes, eles sabendo quem eram os caras.

Filiados, Natalino e Jerominho ingressaram na política, um como deputado estadual e outro como vereador. Eduardo Paes, na primeira campanha para governador que disputou, elogiou o trabalho da milícia, que ele apelidou de “polícia mineira”.

Depois, Eduardo Paes foi vereador, também com uma senhora autonomia e autoridade com o prefeito César Maia. E foi deputado federal. Foi Secretário de Meio-Ambiente no governo do César Maia. O que aconteceu com as favelas? Que atitudes ou decisões Eduardo Paes tomou para não facilitar o crescimento do crime nos territórios? Verifique você mesmo.

Depois Eduardo Paes venceu a eleição para Prefeito do Rio e por lá está desde 2009, com um pequeno intervalo de 4 anos. É possível convencer alguém que tudo de ruim que aconteceu com a cidade é resultado de apenas 4 anos, tempo do Crivella?

E Eduardo Paes não tem sido um prefeito qualquer. Ele nos dois primeiros mandatos contou com a mão forte do governador Sérgio Cabral, autor da primeira eleição dele. Quando Sérgio foi preso, Eduardo aboletou-se ao lado do Lula.

Sim, Eduardo Paes poderia ter, pelo menos ajudado, a combater o crime nos territórios de responsabilidade gerencial dele. Não fez. No tempo das UPPs, o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, denunciou: “As UPPs são a anestesia para que a prefeitura entre com as intervenções urbanas necessárias” (Revista Conjuntura Econômica) e a prefeitura, entregue a Eduardo Paes, não entrou.

Tudo o que eu digo aqui está à sua disposição na internet e na imprensa, para que você mesmo avalie.

Então, se você deseja que a sua cidade tenha, na relação com o crime e a desordem o mesmo destino do Rio de Janeiro, escolha Eduardo Paes para o governo do estado. Caso não, pensem melhor na hora de escolher.

Chega de errar!

Jackson Vasconcelos

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