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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Uma deusa. Um jumento

Não faça das oportunidades que a vida lhe dá, ameaças.
Conta uma fábula, que um jumento entrou numa cidade tendo a imagem de uma deusa no dorso. O povo prostrou-se em orações, preces, louvores e honra. O jumento tomou-se de uma vaidade absoluta, ficou garboso, cheio de si, por acreditar que os louvores eram para ele. Em determinado momento, alguém retirou a imagem da deusa do lombo do jumento para colocá-la num altar e devolveu o jumento para o estábulo. O animal frustrou-se; deprimiu-se e deixou-se morrer.
Está representada aí a vaidade que ridiculariza, por levar pessoas em posição de relevo a acreditarem que a elas se destinam as honras aos cargos e funções que ocupam. É a miopia moral; a relação perfeita entre a dignidade de um cargo e a pequenez do indivíduo que o ocupa. Quando voltam à planície, essas pessoas cobrem-se de tristezas, deprimem-se e algumas – muitas até – entregam a vida ao destino final.
Quando o Estado é o ambiente a ser considerado, a fábula diferencia um estadista de um charlatão. O estadista sabe que a cadeira que ocupa é mais antiga e mais duradoura do que a presença dele nela. O charlatão não. Este enche-se de vaidade e acredita-se único. Por isso, diante de qualquer chance de perder o poder, de precisar deixar a cadeira que ocupa, torna-se autoritário e tenta perpetuar-se pela força e pela chantagem.
Você conhece algo parecido?

Jackson Vasconcellos

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