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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Acidente na Serra: “Motorista de caminhão não havia ingerido álcool”, informa a Polícia Civil

Colisão que vitimou fatalmente três pessoas está sendo investigada pela delegacia de Guapimirim

Marcello Medeiros

Teresópolis está de luto desde o final da tarde do último sábado, quando três moradores do município morreram em grave acidente na rodovia BR-116, em trecho de Serra da Rio-Teresópolis. Um caminhão baú atingiu em cheio uma van que transportava familiares de pacientes da Saúde, vitimando fatalmente três passageiros e deixando outros quatro feridos. Diante da gravidade da situação, houve muitos questionamentos sobre a motivação para o veículo de carga ter invadido a pista contrária, atingindo ainda outros dois carros de passeio e outro caminhão. Nesta segunda-feira (09), a reportagem do Diário entrou em contato com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para saber sobre o andamento das investigações, a cargo da 67ª Delegacia de Polícia, em Guapimirim. Um dos questionamentos, geralmente feito nesse tipo de acidente, foi a informação que o condutor pudesse estar embriagado, por exemplo, e, assim, perdido o controle da direção. A situação não ocorreu, segundo informado pela PCERJ.
“O motorista do caminhão foi submetido ao exame de alcoolemia, que não indicou ingestão de álcool. A perícia foi realizada no local, e diligências complementares estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato”, informou a 67ª DP ao Diário, em nota divulgada através da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Uma das linhas de investigação é um possível problema mecânico nos freios do veículo de carga que, em alta velocidade pela dificuldade de frenagem, pode ter passado direto no trecho de curva onde ocorreram as colisões.

As vítimas fatais
O acidente ocorreu nas proximidades da localidade de Monte Olivete, próximo ao acesso do município de Guapimirim. As vítimas fatais foram identificadas como Ana Paula Souza de Rezende, de 58 anos, moradora da Barra do Imbuí; Marlon Pereira Pontes, de 34 anos, do Bairro dos Funcionários; e Tiago da Conceição Silva, de 36 anos, da localidade de Providência, no Segundo Distrito. Segundo a prefeitura, eles voltavam de visita a parentes em hospitais no Rio de Janeiro, como INCA.

Além da van da prefeitura, dois carros de passeio e outro caminhão foram atingidos. Foto: Paulinho Carvalho

Luto oficial
Neste domingo (08), a Prefeitura decretou luto oficial de três dias em razão da morte dos teresopolitanos. De acordo com a administração municipal, o veículo transportava sete ocupantes. Quatro pessoas ficaram feridas, sem registro de vítimas em estado grave. “Todos os feridos estão estáveis e passam bem”, informa a PMT.
Ainda segundo a prefeitura, o prefeito Leonardo Vasconcellos esteve no Hospital das Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano (HCTCO), acompanhado do secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, onde prestou apoio às vítimas e solidariedade aos familiares. A administração municipal informou ainda que as equipes das áreas de Saúde e Assistência Social permanecem mobilizadas para atendimento aos feridos e apoio às famílias das vítimas.

As vítimas fatais foram identificadas como Ana Paula Souza de Rezende, de 58 anos, moradora da Barra do Imbuí; Marlon Pereira Pontes, de 34 anos, do Bairro dos Funcionários; e Tiago da Conceição Silva, de 36 anos, da localidade de Providência, no Segundo Distrito. Fotos: Reprodução redes sociais

Escape para frenagem
Esse não foi o primeiro caso do tipo na serra da BR-116, sendo apenas mais uma das graves colisões ou outros tipos de acidentes envolvidos veículos pesados na Rio-Teresópolis. A morte de mais três pessoas nesse tipo de situação reacende a discussão sobre a instalação de sistemas para reduzir a velocidade de veículos pesados em caso de problemas mecânicos.
Uma solução seria a criação das chamadas ‘áreas de escape’, dispositivos de segurança em declives acentuados de rodovias, compostos por caixas de brita ou argila expandida, projetados para parar veículos desgovernados (especialmente pesados) que perderam o freio. Localizadas em pontos críticos, elas funcionam como rampas de desaceleração que dissipam a energia cinética, salvando milhares de vidas ao evitar colisões.
As rampas longas, comumente com mais de 100 metros, dispostas na lateral da pista, geralmente são posicionadas em descidas de serras, antes de curvas perigosas, onde o risco de falha nos freios é maior. Elas são capazes de parar caminhões de grande porte (57 toneladas) a alta velocidade. No caso da BR-116, porém, o corte de grandes áreas laterais à rodovia acaba tendo que passar por uma outra grande discussão, visto que a estrada atravessa o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, quem deve discutir a licença ambiental, através do ICMBio.

Prefeito Leonardo Vasconcellos e Secretário de Saúde Galotte estiveram no HCTCO no sábado. Foto: AsComPMT

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Teresópolis 10/02/2026
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