Na edição anterior, O Diário mostrou a situação do qual foi vítima a professora aposentada Aurora Santana: ela sofreu uma queda ao pisar em um buraco deixado em calçada na Avenida Oliveira Botelho, no Alto, após obra da Águas da Imperatriz. Tal problema é decorrente do que parece um acesso ao sistema de rede da concessionária, com quatro canos à mostra. Questionada pela reportagem, a empresa enviou ao local uma equipe para identificar o que havia ocorrido e providenciar a correção. Tampas foram instaladas, impedindo que outras pessoas enfiem o pé – e até a perna, na passagem de água. Também em nota encaminhada ao jornal, a concessionária alegou não ter sido alertada de problemas no local: “A concessionária esclarece que os serviços executados seguem os padrões de segurança estabelecidos e que, até o momento, não há registro de intercorrências relacionadas ao ponto citado”, diz o texto.
No último domingo (04), a professora aposentada Aurora Santana sofreu uma queda ao pisar em um desses buracos enquanto seguia para a missa. “Nós estávamos indo à missa como fazemos todo domingo e nos deparamos com esses buracos aqui que foram feitos pela Águas da Imperatriz”, relatou dona Aurora. Segundo ela, antes da obra havia canos em elevação vertical, que já representavam perigo. Após reclamações, a empresa rebaixou os canos, mas deixou os buracos abertos. “Quando eu vinha pra missa, inadvertidamente pisei num buraco desses e fui ao chão, inclusive fiquei com o joelho machucado. Não foi uma coisa muito grave, mas poderia ter sido”, afirmou.
Aurora chama atenção para o risco à coletividade. “Se fosse uma pessoa mais idosa, uma criança, poderia ter quebrado o pé, o tornozelo. Pra evitar isso eu resolvi denunciar”, disse. Apesar de não ter precisado ser hospitalizada, ela conta que a queda causou transtornos. “Tive que ir em casa desinfetar o local porque ficou tudo muito sujo. Fui pra igreja com a perna machucada e empoeirada, pois já estava em cima da hora da missa.”
O técnico químico aposentado Jorge Almeida de Santana, marido de Aurora, afirma que o problema é antigo e perceptível para quem passa pelo local com frequência. “Antes era pra parte de cima, né, inclusive correndo o risco de a pessoa se acidentar batendo com o pé, com a canela. Por várias vezes assisti pessoas quase fazendo isso”, contou. Ele diz que chegou a pedir aos operários da concessionária que sinalizassem o risco. “Eles estavam pintando a rua, fazendo a demarcação, e eu pedi pra pintarem de amarelo pra chamar atenção.”








