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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Águas da Imperatriz promete resolver ‘remendos’ deixados em ruas de Teresópolis

Previsão é que avenidas que estão recebendo sistema de transporte de esgoto terão ‘camada de asfalto quente’

Marcello Medeiros

A regra é clara, “não tem como fazer omelete sem quebrar os ovos”. Assim, apesar de atrapalhar a vida de muita gente, não há muito o que fazer em relação às necessárias obras para a instalação da rede de transporte de esgoto em Teresópolis. Porém, em meio a tantos canteiros de obras, uma coisa precisa ser olhada com mais carinho: como estão ficando as ruas e avenidas após a conclusão da colocação dos encanamentos. Asfalto de qualidade ruim, remendos estranhos e desproporcionais ao calçamento anterior e muitos desníveis. O Diário cobrou da Concessionária Águas da Imperatriz um posicionamento sobre essa situação, obtendo a informação que avenidas como Lúcio Meira e Feliciano Sodré e ruas como a Heitor de Moura Estevão serão totalmente recapeadas.

Em alguns trechos, como na Lúcio Meira, próximo ao antigo Fórum, o desnível na pista após o remendo é bem grande. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

“A recomposição do pavimento é feita pela concessionária. No momento, o trecho da Reta que já recebeu intervenção conta com uma recomposição provisória, realizada para permitir a liberação mais rápida do tráfego e reduzir os transtornos à população. Em breve, será executada a camada final de asfalto quente, garantindo melhor acabamento, durabilidade e uniformidade com o restante da pista”, informou a Águas da Imperatriz, em nota encaminhada à nossa redação.

No primeiro trecho da obra, resto de asfalto foi empurrado para a ciclofaixa – deixando escorregadia a passagem de bicicletas. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

A concessionária ressalta que a instalação da linha de recalque ocorre por etapas que incluem a abertura da vala, assentamento da tubulação, compactação do solo e aplicação inicial de asfalto frio. Atualmente, o serviço foi realizado do encontro da Feliciano Sodré com Lúcio Meira até o cruzamento da Calçada da Fama, no lado ainda chamado de Duque de Caxias, onde ela cruza com a Heitor de Moura Estevão.

Além de irregular e esteticamente feio, remendos avançaram na direção da ciclofaixa em alguns pontos. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Nova fase da obra
Após o carnaval, continua a instalação da grande rede de esgoto, que a partir desse trecho seguirá pela antiga Itapicuru. “As obras de implantação da linha de recalque avançam para a Rua Heitor de Moura Estevão, nas proximidades do Edifício Garagem, e seguirão por toda a extensão da via, até a região próxima ao Posto Bibi. Toda a obra tem autorização das secretarias de Segurança Pública e Guarda Municipal”, pontua a concessionária, confirmando ainda que será colocado asfalto de qualidade também nesse trecho: “Após a conclusão das obras ao longo do trecho na Rua Heitor de Moura também será executada a camada final de asfalto quente”.

Promessa da concessionária é que, após a conclusão de toda a linha de recalque, avenidas receberão camada de asfalto quente. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Estação de Tratamento pronta em dezembro
Instalada no bairro Cascata do Imbuí, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Teresópolis terá capacidade para tratar 25,9 milhões de litros de esgoto por dia e contará com tecnologia holandesa de última geração, com alta eficiência na remoção de carga orgânica e nutrientes, sem geração de ruídos ou odores. De acordo com a concessionária, inicialmente a unidade vai atender 45 bairros de Teresópolis, beneficiando cerca de 115 mil moradores. A implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário teve início em abril de 2025, com a instalação da rede coletora de esgoto. Já as obras da estação começaram no segundo semestre do ano passado.

“A previsão é que a estação entre em operação até dezembro de 2026, representando um marco histórico para o saneamento básico de Teresópolis. Com os avanços nos investimentos em saneamento, o município passará a atender aos critérios do ICMS Verde”, pontua a Águas da Imperatriz.

Remendo atrás de remendo, sinalização antiga e aspecto ruim na região central de Teresópolis. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Atualmente, Teresópolis não conta com um sistema de coleta e tratamento de esgoto, e grande parte dos efluentes é lançada sem tratamento diretamente nos rios, principalmente no Rio Paquequer. Essa realidade provoca impactos ambientais, mau cheiro e riscos à saúde pública, com aumento da incidência de doenças relacionadas à água. Ainda segundo o Grupo Águas, a construção e o funcionamento da ETE foram pensados de forma estratégica, sendo composta por duas áreas separadas: uma destinada aos processos e às tecnologias de tratamento e outra voltada à parte administrativa e ao manejo do lodo. O esgoto chegará à estação por meio de elevatórias instaladas ao longo de toda a rede coletora implantada no município. Na estação, os efluentes passam inicialmente pelo tratamento preliminar e, em seguida, por reatores e tanques responsáveis pelo tratamento do esgoto e do lodo.

Teresópolis 18/02/2026
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