Maria Eduarda Maia
Nos últimos anos, quem passa pelo trecho da rodovia Teresópolis-Friburgo na região de Albuquerque durante o período chuvoso tem uma certeza: terá que atravessar um lamaçal nas proximidades do quilômetro da RJ-130. Isso porque, há anos, a rede de escoamento da água da chuva nas ruas laterais não comporta o volume de precipitação e faz com que muito barro seja arrastado para a pista. Mas, em breve, essa situação pode mudar: equipes das secretarias de Obras e Serviços Públicos estão realizando ao que, tudo indica, a última etapa das obras de instalação de grandes caixas de passagem e manilhas para o escoamento da volumosa água dessa época do ano.


Ainda não há uma previsão para a conclusão dos serviços, mas “as obras estão com um bom andamento”, como informa a secretaria. Foto: Plantão O Diário
Essa é uma intervenção aguardada há muito tempo pela população local e considerada essencial para sanar de vez o problema que já atravessou gestões em Teresópolis. Ainda não há uma previsão para a conclusão dos serviços, mas “as obras estão com um bom andamento”, como informa a secretaria.

A situação se agravava principalmente em períodos de chuva intensa, como no verão, quando a água descia de áreas mais altas da localidade e transformavam trechos da rodovia Teresópolis-Friburgo, a RJ-130, em verdadeiros rios de lama. Tal circunstância, além de causar contantes transtornos aos moradores da região e àqueles que transitavam pelas vias, oferecendo riscos a motoristas e pedestres.

Anos sem solução
Diante da demora e falta de sensibilidade do poder público em executar a obra, moradores de Albuquerque chegaram a se mobilizar por conta própria, desembolsando aproximadamente R$ 60 mil para comprar todo o manilhamento necessário em uma tentativa de minimizar os danos e realizar o escoamento adequado dessa e de outras vias. Entretanto, mesmo com o material disponível, o serviço se arrastou por meses, fazendo com que as ruas continuassem intransitáveis.

À época, em entrevista ao Diário, que se deslocou até a localidade para registrar a situação, um morador falou sobre a importância de realizar o manilhamento para garantir o direito constitucional de ir e vir e a prestação de serviços essenciais. “O nosso acesso em dias de chuva ficava intransitável, não dá para subir e nem descer, principalmente nas chuvas fortes de Verão. Nessas ocasiões descia muito barro e muita pedra, era uma situação precária. Tudo isso prejudica não só os moradores, mas também, entrega de material, coleta de lixo, subida de carros de emergência, entre outras coisas”, relatou em Armando Miguel em 2024.

Expectativa
Agora, com a construção das caixas de passagem e a instalação do manilhamento, a expectativa é de que o problema causado pela deficiência no escoamento de águas pluviais por dentro das galerias, que estavam sendo obstruídas por sedimentos arrastados de construções e terraplanagens – sem o devido cuidado com a terra removida, seja finalmente solucionado. Dessa forma, será permitido o direcionamento correto das águas das chuvas, evitando alagamentos e o lamaçal nas vias, e, posteriormente, resultar em melhorias na infraestrutura das ruas.








