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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Após reprovação na Câmara, prefeito de Teresópolis demite cargos ligados a vereadora Érika Marra

Exoneração de indicados da vereadora na secretaria de Esportes ocorre depois do gol contra na Câmara

Wanderley Peres

Edição extraordinária do Diário Oficial na última sexta-feira, 16, trouxe a portaria de demissão do time da vereadora Erika Marra no Pedrão. Publicação exclusiva, como foi a exoneração de Gilson Barbosa no dia anterior, de uma tacada só, o prefeito exonerou a secretária Geovânia Ramos Maia, DAS-6; a sub-secretária Helena Varela Corsino, DAS-5, e dois comissionados DAS4, Fabiano de Rezende e Jony Bonelli Marra. Até então satisfeito com o desempenho da secretaria de Esportes e Lazer, e com a própria secretária Geovânia, que é servidora pública há 31 anos na prefeitura, o prefeito publicou a decisão dois dias depois da vereadora Erika Marra ter votado pela rejeição das suas contas na Câmara Municipal, quando apenas os vereadores Paulinho Nogueira, Tenente Jaime, Teco Despachante e Diego Barbosa votaram a favor da aprovação das suas contas do exercício de 2020, reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado em dezembro do ano passado.

Perguntada sobre as motivações para as exonerações sumárias, a administração municipal respondeu, laconicamente, que “o secretário de Governo e Coordenação, Lucas Pacheco, assumiu a Secretaria de Esportes e Lazer de forma interina e que ainda não há definição da nova composição” do quadro administrativo da referida secretaria. A vereadora não respondeu a O DIÁRIO, sobre as possíveis motivações, mas publicou nas redes sociais nota parabenizando a secretária demitida e sua equipe pelo trabalho realizado. “Uma pena para a nossa população o executivo agir dessa forma. Competência e excelência ficando em segundo plano”, escreveu Érika Marra, observando que “o bom filho à casa torna”, podendo ser interpretado que a secretaria pode voltar ao seu controle com a iminente cassação do prefeito, a partir da votação da comissão processante, em fase de relatório, e ainda da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as irregularidades nas contratações da empresa Econstrur, acusada de diversas irregularidades nas obras que ganha em licitações suspeitas na prefeitura.

Em postagem no Instagram, no domingo, a vereadora divulgou vídeo gravado no Pedrão um dia antes, anunciando a sua surpresa ao chegar ao ginásio, percebendo que a Geovânia não era mais a secretária de Esportes e Lazer. “Deve ser porque ela não trabalha, porque não tem 31 anos de casa ‘marra’vilhosa, ou porque é uma funcionária ‘marra’vilhosa que não está mais como secretária”, disse, parafraseando a relação, e lembrando que secretária e sub, Geovana e Helena, trouxeram a excelência do esporte de novo para o ginásio, templo do esporte que voltou a ter esporte. “Hoje, tem cerca de 2.500 alunos. Elas pegaram isso aqui um lixo, quatrocentas e poucas pessoas fazendo esporte apenas, porque quem estava aqui falava que trazia emenda de senador, emenda de deputado e não trouxe nada ao município”, alfinetou. Do prefeito, disse que aprendeu com ele coisa que respeita muito. “Contra trabalho não tem argumento. E aprendi com ele [Vinícius], e está no meu coração porque era bom, e segui a linha, quando a gente pega um laudo técnico a gente não contesta, e eu não contestei quando tive que fazer uma votação”, concluiu, evidenciando os motivos das exonerações, “retaliação pelo voto divergente na base de apoio ao governo na Câmara”.

Em lote, as exonerações foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial do Município, na úlltima sexta-feira, 16

Presidente do Sindicato dos Servidores Municipal, Kátia Borges lamentou a retaliação do prefeito. “Quem perde? Eu, você, nossos idosos, nossos filhos…Uma Secretaria que estava crescendo, trazendo o esporte para a cidade, pensando na inclusão, pensando na melhor idade, nos bebês, o que é sensacional e extraordinário. Simplesmente por um voto contra, por uma CP na Câmara, por tomar a atitude correta em suas convicções, o Gestor exonera uma pessoa competente”.

No meio político, as opiniões são divididas, alguns achando equivocada a decisão do prefeito, que precisa conquistar vereador a mais na Câmara para não se ver derrotado, e não o contrário. Outros, no entanto, entendem que a vereadora, se tinha uma paga pela fidelidade do voto, não poderia negar o voto. “Quem vende tem que entregar a mercadoria”, se ouviu.

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Edição 20/04/2024
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