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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Armadilhas fotográficas registram ‘mamães e filhotes’ no Parque Estadual dos Três Picos

Imagens de projeto de monitoramento da fauna selvagem mostram riqueza sobre a continuidade de várias espécies

Marcello Medeiros

“O que é a vida? A vida é uma maravilha”. Principalmente se ela estiver em harmonia, mesmo com a pressão de uma sociedade que, em boa parte das vezes, não valoriza a riqueza dos detalhes e importância de cuidar do ambiente que vivemos para as próximas gerações. Por essas e outras, as unidades de conservação ambiental são fundamentais para a manutenção de fauna e flora para que, no futuro, outros possam contemplar tantas maravilhas que temos em nossa região. Uma sequência de vídeos registrados na área do Parque Estadual dos Três Picos mostra a necessidade desses locais protegidos para a continuidade da vida – permitindo a contemplação futura de espécies espetaculares, como a Onça Parda. As gravações, feitas através das armadilhas fotográficas do projeto Aventura Animal e do Inea, mostram várias mamães com seus filhotes na grande e verde floresta protegida pelo PETP.
“No Parque Estadual dos Três Picos vem sendo registradas várias espécies de animais acompanhados dos seus filhotes. Isso demonstra que o ambiente é saudável e propício para a reprodução dos animais”, divulgou a direção da unidade administrada pela Secretaria Estadual do Ambiente, em publicação compartilhada pelo Projeto Aventura Animal.
Os registros, feitos em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente, mostram exemplares de Gato do Mato (Leopardo guttulus), Quati (Nasua nasua), Inhambuguaçu (Crypturellus obsoletus), Onça Parda (Puma concolor), Irara (Eira barbara), Catitu (Dicotyles tajacu) e Jacuguaçu (Penelope obscura), em armadilhas montadas em locais como o Vale dos Deuses, entre Teresópolis e Nova Friburgo, e a sede Cachoeiras de Macacu do PETP, que permite conexões com áreas de mata de Teresópolis, em regiões como a Floresta do Jacarandá.

Irara (Eira barbara)

Correndo ‘atrás do almoço’
Além dos ‘momentos de fofura’ acima descritos, recentemente o PETP divulgou uma cena curiosa que demonstra o equilíbrio ecológico de região: uma onça-parda (Puma concolor) seguindo um grupo de catetos (Pecari tajacu) na unidade de conservação administrada pelo Inea. O flagra ocorreu no Vale dos Deuses, o núcleo de montanha do PETP, e mostra a perseguição que quase terminou em um banquete para o felino.
A sequência capturada pelas câmeras começa com a aparição de um grupo de catetos, que passam pelo local. Minutos depois, chega a onça-parda. No vídeo, é possível ver e ouvir o momento em que o felino fareja e localiza exatamente o rastro do grupo de catetos que havia passado ali pouco antes. O registro captura um comportamento típico da espécie, usando seu olfato para alcançar as presas. Esse ato, de cheirar o chão, é conhecido como acostamento. Trata-se de uma técnica de caça na qual o animal segue uma pista de cheiro deixada pela presa. A cena se encerra com uma nova aparição dos catetos, que já estão distantes, mostrando a dinâmica constante de predador e presa na floresta.

uati (Nasua nasua)

O Aventura Animal
O Projeto Aventura Animal realiza o monitoramento da fauna, por meio de armadilhas fotográficas, com o objetivo de estudar o comportamento de espécies que habitam essa unidade de conservação. “Aqui temos onça-parda, que é o topo da cadeia alimentar, os catetos, animais que acabam sendo alimento da onça, gato-maracajá, gato-mourisco, gato-do-mato pequeno, que está no topo da lista de ameaçados de extinção. Há dois meses, nesse exato local onde estamos, registramos a mãe e seu filhote passando aqui. Então, está tendo continuidade das espécies, que é a parte mais importante desses registros. Quando a gente consegue entender que o local da mata está sendo avistado por várias espécies, é sinal de que essa mata também está sob controle”, explicou Juran Santos, fotógrafo de aventura do PETP.

Mais sobre o parque
Com área aproximada de 65.113 hectares, o Parque Estadual dos Três Picos abrange partes dos municípios de Teresópolis, Guapimirim, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim, na Região Serrana do Rio. A unidade de conservação possui sede em Cachoeiras de Macacu, um núcleo de montanha em Nova Friburgo e um núcleo operacional em Guapimirim, e uma outra sede em Teresópolis. Dentro dos limites dessa unidade de conservação encontra-se o mais elevado índice de biodiversidade do Estado do Rio, o que em parte se explica pela variação de altitudes: de 200 metros até 2.366 m do Pico Maior. O Parque é reconhecido internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area), ou seja, uma área prioritária para conservação da biodiversidade de aves, pela BirdLife International.

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