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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Atrasada, reforma do terminal rodoviário de Teresópolis divide opiniões

Visitantes, comerciantes e passageiros habituais se incomodam, mas também elogiam a ação

Luiz Bandeira

O lançamento do projeto de reforma do terminal rodoviário José de Carvalho Janott, ocorreu em 30 de março deste ano, com a presença do governador Cláudio Castro. Ele esteve na cidade para firmar o termo de cooperação entre a prefeitura e o Governo do Estado, com investimento em torno de R$ 4,3 milhões, para uma obra contratada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e que inclui recuperação de fachadas, padronização de letreiros, reforma dos banheiros e renovação geral do entorno. Porém, somente em novembro as obras foram iniciadas e, nesta segunda-feira, 05, fomos até o terminal rodoviário para verificar como está o andamento dos trabalhos.

Já é possível ver trechos da nova fachada no estilo colonial inglês ganhando forma


Apuramos que se tem alguém que confia na reforma para melhorar o movimento na rodoviária é o comerciante estabelecido nesse local. Um dos exemplos é o de Ronaldo Martins, que está há 30 anos com a relojoaria Dedo de Deus, que quando começou a trabalhar nesse local era um jovem de apenas 22 anos. Nossa equipe esteve na rodoviária em maio deste ano e na ocasião Ronaldo afirmou estar certo que as coisas vão melhorar. Voltamos a conversar com o comerciante e parece que a confiança dele na reforma mantêm-se. “Eu já esperava que haveria alguns empecilhos, porque é uma obra que está pegando um serviço muito tempo sem fazer nada, então houve um acúmulo de necessidade de reparos. A demora é natural , quando você inicia uma obra numa casa velha, você não tem noção do estado que está essa casa. Então você tem que fazer o quê? Você tem que ir concertando, fazendo repara encima do quê é necessário. Se a pessoa não quer ser incomodada, não faça obra, se você fizer obra na sua casa, você vai ter incômodo, não adianta reclamar e se você não fizer obra, vai ficar como estava, então há a necessidade”, justifica o comerciante.
A maior parte das queixas dos usuários do terminal rodoviário recai sobre os problemas de infiltrações, goteiras e iluminação deficitária. Ronaldo acompanha o andamento e detalhou os serviços que estão em andamento na reforma da rodoviária. “Na infiltração, que eu citei na outra entrevista, muitas infiltrações, eu conversei com o encarregado e ele disse que não tinha noção que havia tanto defeito assim no telhado da rodoviária. Eles estão fazendo a substituição das telhas quebradas, estão fazendo a impermeabilização do teto e a parte de elétrica também foi muito interessante porque eles mudaram do setor de cima para o setor de baixo. Isso é muito importante, porque não vai ficar exposto à chuva, as intempéries da natureza. Com isso a parte elétrica vai ficar mais protegida, trocaram todos os cabos, trocaram o lugar onde ficavam também os relógios e isso é muito importante porque é uma obra que não é de fachada é uma obra estrutural, a obra estrutural é diferente, você não vê tanta beleza, mas você vê definições, vê qualidade no serviço. A impermeabilização está sendo feita, a parte elétrica já foi feita, está sendo feita também a troca do piso, pois haviam algumas rachaduras, a empreiteira está trabalhando à contento”, revela Ronaldo Martins.

“Estou muito satisfeito, não só eu mais a população, porque a rodoviária é a porta de entrada de uma cidade”, comemora o comerciante Ronaldo Martins

Olhar dos passageiros
A equipe do jornal O Diário e Diário TV conversou com passageiros no embarque e desembarque, além de alguns taxistas do ponto de rodoviária. Um taxista questionou o valor empenhado (R$ 4,3 milhões) para, segundo o que ele percebeu, apenas pintar e tapar goteiras. Porém, o que pudemos observar em conversas com usuários é que as queixas, atualmente, são por conta de detritos produzidos pela obra. Ninguém quis manifestar o descontentamento para a nossa reportagem, mas uma senhora, por exemplo, se queixou da falta de bancos para aguardar a chagada do ônibus, ela aparentava ter dificuldades pra se manter muito tempo em pé, mas tinha que ficar pelo menos mais meia hora aguardando o ônibus para Volta do Pião.

Buracos, poeira, barulho de britadeira e falta de bancos para aguardar o ônibus estão entre as queixas verificadas por nossa equipe nessa segunda-feira


Os passageiros realmente precisam conviver com sujeira, barulho de obra, falta de bancos, mas a expectativa da reforma supera os transtornos, como afirmou na entrevista o comerciante Ronaldo Martins. “Estou muito satisfeito, não só eu mais a população, porque a rodoviária é a porta de entrada de uma cidade. O turista vem pra cá e ele desembarca aqui, então essa obra é muito importante, estou muito agradecido aos nossos governantes que financiam essa obra, que não é barata”, o comerciante só se queixou que, pelo projeto da prefeitura a calçada, já bem deteriorada, não será reformada. “A única coisa que nós gostaríamos muito que fosse feita é a reforma do piso da frente, o passeio, que pela lei orgânica do município é responsabilidade dos lojistas, mas nós gostaríamos que fosse incluído. Por quê? Porque está muito deteriorado, inclusive na frente da minha loja muitas pessoas já caíram e se machucaram, um teve que ser levado pra UPA. Tá muito difícil e eu fiquei sabendo que não está no planejamento a reforma da calçada, seria muito bom se estivesse, ficaria perfeito”.

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Edição 22/02/2024
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