Na semana passada, entre os dias 9 e 12 de março, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Teresópolis realizou uma importante ação de intercâmbio técnico com instituições de referência no estado de São Paulo. Representando a pasta, a gestora do Horto Municipal e responsável técnica pelo Borboletário de Teresópolis, Marina Duarte, participou de visitas técnicas a diferentes espaços especializados na criação e manejo de insetos.
Durante a agenda, foram visitados o Borboletário do Museu Catavento, na capital paulista, o Borboletário Municipal de Diadema, o Borboletário Municipal de Osasco e o Planeta Inseto, vinculado ao Museu do Instituto Biológico, também em São Paulo. As visitas tiveram como objetivo ampliar o conhecimento técnico, promover a troca de experiências e fortalecer parcerias institucionais.
Como resultado do intercâmbio, houve a troca de espécies entre as instituições. O Borboletário de Teresópolis enviou exemplares de Caligo illioneus, conhecida como borboleta coruja-gigante, para o Borboletário de Diadema. Em contrapartida, recebeu do Museu Catavento exemplares de Methona themisto (borboleta-do-manacá) e Ascia monuste (borboleta-da-couve), contribuindo para a diversificação das espécies mantidas no município.


A programação também possibilitou o aprofundamento de conhecimentos relacionados ao manejo dos animais, à infraestrutura adequada para borboletários e aos processos de licenciamento para introdução de novas espécies, incluindo outros insetos além de borboletas e mariposas. Outro destaque foi a troca de experiências voltadas à educação ambiental, reforçando o papel desses espaços na conscientização da população.
Além disso, a iniciativa fortaleceu o relacionamento entre as instituições, abrindo caminho para futuras cooperações tanto no campo técnico quanto educativo. “A visita técnica foi extremamente enriquecedora, tanto pelo conhecimento adquirido quanto pela troca de experiências com outras instituições que são referência na área. Tivemos a oportunidade de aprimorar práticas de manejo, entender melhor os processos de licenciamento e conhecer diferentes modelos de estrutura e funcionamento de borboletários. Além disso, fortalecemos parcerias importantes, que certamente vão contribuir para o desenvolvimento do nosso trabalho em Teresópolis, especialmente nas ações de conservação e educação ambiental.”, destacou Marina Duarte.

Trabalho técnico
Para viabilizar o transporte das espécies, foram seguidos todos os trâmites legais exigidos. A licença para o envio de São Paulo a Teresópolis foi providenciada pela instituição de origem, enquanto a autorização para o envio de Teresópolis a São Paulo foi emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização. Com as autorizações em mãos, os exemplares foram transportados em caixas apropriadas, garantindo a segurança e o bem-estar dos animais durante o deslocamento.







