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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Café Real: megaoperação combate café adulterado no estado

Ação conjunta busca coibir fraudes e proteger consumidores de riscos à saúde

A Operação Café Real, força-tarefa liderada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), em parceria com o Procon-RJ, foi deflagrada nesta quinta-feira (25) após denúncias da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). O objetivo é fiscalizar indústrias cafeeiras e redes de supermercados em todo o estado, coibindo a venda de produtos adulterados e garantindo a proteção dos consumidores. Durante a ação foram apreendidos 176,5 kg de café e as amostras serão encaminhadas para análise da ABIC. As equipes fiscalizaram oito estabelecimentos e prometem continuar atuando em vários municípios, inclusive no interior.
O chamado “café fraudado” tem ganhado espaço após a alta no preço do produto original. Ele é um produto apresentado ao consumidor como café puro, mas que na verdade está em desconformidade com a legislação, contendo impurezas, matérias estranhas ou elementos estranhos. A Portaria 570/MAPA prevê uma tolerância máxima de 1% de impurezas no café. Tais impurezas são oriundas da lavoura, como cascas e paus. Por outro lado, não existe tolerância para a ação intencional de engano ao consumidor por meio de adulteração, inclusive, pela mistura com outros vegetais como o milho, por exemplo, colocando em risco a saúde do consumidor.
“Fiscalizações em produtos de grande consumo, como o café, são fundamentais para garantir que o cidadão receba exatamente aquilo que está pagando, com qualidade e segurança. O consumo de café impróprio pode causar problemas de saúde, como distúrbios gastrointestinais, além de gerar prejuízos ao bolso. Nosso compromisso é proteger a população contra práticas abusivas e enganosas”, afirmou o Secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
A Associação realizou as denúncias que embasaram a deflagração da operação, conduzida pelos órgãos competentes, responsáveis pelas apreensões e pelos desdobramentos dentro das tratativas próprias da SEDCON, incluindo a realização de novas análises.
Para o Diretor executivo da ABIC, Celírio Inácio, a associação manter um canal direto com a SEDCON e com o PROCON -RJ é fundamental para a sociedade fluminense e para os industriais sérios do setor. “Nosso objetivo é assegurar a qualidade e a pureza do café e, naturalmente, a proteção dos consumidores. Estamos atentos e seguiremos fazendo todos os esforços possíveis para combater cafés fraudados”, afirma Inácio.

A Associação realizou as denúncias que embasaram a deflagração da operação, conduzida pelos órgãos competentes, responsáveis pelas apreensões e pelos desdobramentos dentro das tratativas próprias da SEDCON, incluindo a realização de novas análises. Foto: Divulgação Procon RJ

Como identificar café fraudado
Com o objetivo de evitar cair em fraudes, os clientes devem adotar algumas medidas ao adquirir café. Confira a seguir:

  • Verifique a certificação: observe se a embalagem do produto possui o Selo da ABIC. Ele garante que o café passou por rigorosos controles de qualidade e pureza;
  • Utilize o aplicativo ABICafé ou faça a leitura do QR Code: ao escanear o código de barras da embalagem, verifique se o café é certificado e em qual estilo/categoria se enquadra (tradicional, superior, extraforte, gourmet ou especial), verifique as características do alimento;
  • Tenha atenção ao preço: produtos com valores muito abaixo da média praticada no mercado podem ser indicativos de fraude. Embora o preço do café tenha aumentado, é importante desconfiar de ofertas com preços excessivamente baixos e marcas desconhecidas;
  • Leia atentamente o rótulo: termos como “bebida à base de café” ou “pó sabor café” podem indicar que o produto não é composto exclusivamente por grãos de café. Esses itens não possuem categoria específica e podem conter impurezas, portanto, são considerados cafés fakes.

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Teresópolis 09/05/2026
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