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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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CEAT retoma recuperação de margem do Rio Meudon

Ambientalistas dão exemplo e trabalham em trecho que sofre com ação antrópica e abandono

Marcello Medeiros

Nesta quinta-feira, 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água, data criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992 destinada à discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural. Em Teresópolis, se dependesse do poder público, não teríamos motivo nenhum para comemorar. Pouco ou nada se faz em relação a tema que afeta direta e diariamente a vida de tanta gente. Porém, graças a iniciativas privadas, é possível ter esperança na manutenção desse recurso para nossas futuras gerações. Um dos exemplos é o trabalho desenvolvido pelo CEAT – Centro de Ecologia Aplicada de Teresópolis que, entre tantas boas ações desenvolvidas nos últimos anos, toca o projeto “Águas da Minha Cidade”. No último fim de semana, já dentro das comemorações pelo Dia da Água, associados da instituição retomaram o projeto de recuperação de uma das margens do sofrido Rio Meudon, no trecho da Tenente Luiz Meirelles em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
“Nessa etapa da ação fizemos o plantio de quatro mudas de árvores da Mata Atlântica, remanescentes de outras ações. Estávamos esperando passar o período de chuvas mais fortes e aproveitamos também para fazer um inventário das que já havíamos plantado e observação do campo, constatando que a margem do lado da UPA está sendo mais prejudicada. Mas vamos recuperar posteriormente, é um trabalho de persistência para recuperar essa área degradada, retrato de um rio estrangulado, que sofre pressão hídrica muito grande e tem poucas margens para ganhar em épocas de chuva mais forte. É um curso d´água que sofre com a ação antrópica, mas queremos dar aqui o exemplo que é possível ter um rio melhor”, explica Conrado Abrantes, Biólogo e colaborador do CEAT. Outros sócios da instituição que participaram da ação no fim de semana foram o Engenheiro Ambiental Itaur Júnior e o Especialista em Marketing Alyxandre Gaudenzi.
O plantio de mudas nativas da Mata Atlântica nas margens do Rio Meudon é etapa importante da recuperação da mata ciliar do ocupado curso d´água que nasce na comunidade de mesmo nome e deságua no Paquequer, na Várzea, com grande ocupação em suas margens. Esse tipo de vegetação acompanha os rios e tem esse nome porque funciona como um cílio, que protege nossos olhos da poeira. Nesse caso, é responsável por auxiliar na defesa contra o assoreamento, retendo nas margens material que poderia parar no caminho da água e, consequentemente, diminuir a profundidade e contribuir para o transbordamento. Isso sem contar danos para fauna e flora. Tal filtro pode servir por, por exemplo, como barreira para produtos poluentes.
As matas ciliares são consideradas pelo Código Florestal Brasileiro como Áreas de Preservação Permanente (APP), cujas funções são preservar locais frágeis como beiras de rios, topos de morros e encostas, que não podem ser desmatados para não causar erosões e deslizamentos, e também proteger nascentes, fauna, flora e biodiversidade.

 

 

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Edição 21/05/2024
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