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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Censo 2022: IBGE chega a 70% do levantamento em Teresópolis

Principal dificuldade dos agentes tem sido convencer porteiros e síndicos da importância da coleta de dados

Luiz Bandeira

Com o objetivo de levantar dados amplos e confiáveis sobre diversos aspectos da vida dos brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza, a cada 10 anos, o censo demográfico. Com dois anos de atraso por causa da pandemia de Covid-19 (em 2020) e falta de recursos (em 2021), os mais de 183 mil recenseadores já estão na fase de conclusão da 13ª edição do levantamento. A previsão é de realizar entrevistas em 89 milhões de endereços, nos 5.568 municípios brasileiros, além do Distrito Federal e do Distrito Estadual de Fernando de Noronha. Aqui em Teresópolis, já perto do prazo final estipulado polo IBGE, cerca de 70% da população respondeu ao questionário. Esse levantamento vai definir políticas públicas voltadas para o próprio cidadão. Os agentes censitários estão encontrando certa resistência de algumas pessoas que talvez não entendam a importância da pesquisa.
Para falar sobre as dificuldades encontradas no Censo 2022, na tarde desta quinta-feira, 10, a equipe do jornal O Diário e Diário TV, esteve no escritório do IBGE no terceiro andar do prédio do INSS, para conversar com João Felipe Colonese, coordenador censitário da subárea Teresópolis/Guapimirim. O coordenador já começou enumerando os problemas dos agentes censitários. “As dificuldades que a gente vem encontrando são as seguintes, em um primeiro momento em relação a condomínio a gente vem enfrentando uma resistência dos porteiros e síndicos em receber o recenseador. Lembrando como a gente já falou, ele vem totalmente identificado, tem o crachá, QR code, você pode verificar, pode vir a nossa sede, eu fico no antigo fórum e temos aqui o posto de coleta, onde ficam os supervisores que é dentro do INSS, no terceiro andar, pra sanar dúvidas e podendo fazer até a entrevista. Eu peço sempre gentileza com os recenseadores, verificar, pois a gente entende a questão de segurança a preocupação e o risco de fraude, mas você tem como verificar todos esses dados”, garante o coordenador.

Os recenseadores retornam até quatro vezes para tentar entrevistar o cidadão, esgotadas as tentativas, entram em ação os supervisores, não sendo feito o trabalho por qualquer impedimento, vão depois os coordenadores e por último é formada uma força tarefa que pretende não deixar ninguém sem responder a pesquisa

Penas previstas
João Felipe diz que o cidadão que não responder o Censo pode ser penalizado com multa. “Esse questionário é obrigatório, a gente tem a questão da lei que pode ocasionar uma multa de 10 salários mínimos. O IBGE não quer isso, o trabalho do IBGE é o contrário, é levar coisas para a sociedade, é levar informação pra sociedade pra que políticas públicas sejam realizadas. Então eu peço encarecidamente a colaboração da população em receber o recenseador, ele não precisa adentrar em sua casa, pode ser feita pelo portão pode ser feita pelo telefone, então é o quê a gente pede, porque a gente quer levar um trabalho de qualidade e excelência pra cidade”.
Um dos principais impedimentos no andamento do levantamento se dá quando a pessoa não atende o pesquisador por medo, porém o coordenador da pesquisa indica que são vários os meios para se certificar da idoneidade do agente do IBGE. “Ele pode se certificar através do telefone do IBGE que vai estar no colete dele, ele vai estar com um crachá do lado direito que tem QR code, matrícula, CPF, identidade, ele pode pedir pro recenseador se identificar com o documento de identidade pra fazer a comparação, se ainda assim ele não se sentir seguro ele pode até chamar a polícia, porque ele vai verificar, vai trazer segurança. Graças a Deus o nosso trabalho tem sido feito com muita qualidade e preocupação com a população, então se ele não se sentir confortável pode ligar para os órgãos competentes pra fazer esse trabalho e sanar essa dúvida ou qualquer coisa vem aqui que a gente também esclarece essa dúvida, qual por ventura o cidadão tiver”, convida João Felipe.

Previsão
O trabalho segue se aproximando da conclusão, porém a meta de atingir 100% da população da cidade ainda está longe de ser atingida, como revela João Felipe. “A gente já está com a expectativa de estar em torno de 70%. Já coletadas, a gente já está em reta final, até meados de dezembro a gente vai estar finalizando o trabalho em todas as residências. A meta é atingir 100%, a gente vai em todas as casas, a gente tem um trabalho minucioso. Primeiro vai o recenseador, faz esse trabalho, ele vai exaustivamente nas casas, volta pelo menos quatro vezes em cada endereço que não se encontra, aí tem os supervisores que estão já fazendo esse trabalho para encontrar os ausentes, porque há a questão de horário, porque como a gente tem um publico muito heterogêneo, em todas as cidade, em todo o Brasil, então há a questão dos horários, uns estão trabalhando, trabalham de plantão, ou está viajando , ou tem alguém adoecido, então a gente tenta cobrir toda a região. O quê que a gente faz? Os supervisores estão voltando a casa, depois vão os coordenadores voltar a casa, vai ter uma equipe, uma força tarefa que a gente chama, no final pra justamente a gente ir em todas as ausências e recusas, a gente não deixa nenhuma casa de fora”, garante Felipe. O IBGE estipulou para o final de dezembro a divulgação dos dados coletados. “A última divulgação do IBGE indica que a coleta se encerre por volta de 15 de dezembro com a divulgação dos dados em 28 de dezembro. Ainda esse ano pra fechar com toda a qualidade e deixar a informação aí pra população”.


Contribuição
O coordenador deixou um apelo para que a população colabore com os agentes censitários para que se alcance a meta de não deixar ninguém de fora do Censo 2022. “Só peço a população, que colabore com os recenseadores, é um trabalho penosos, eles se esforçam muito, se dedicam. Porque o deslocamento em muitos lugares na nossa cidade é feito a pé, dependendo da região. A gente cobre todas as regiões, por exemplo, a nossa região rural, tanto o distrito dois quanto o três as vezes, de uma casa pra outra ele vai ter que se deslocar um quilômetro e meio a dois, a pé. Então se puder oferecer uma água, fazer a entrevista, uma questão só de cordialidade do dia-a-dia para que o trabalho seja feito com qualidade, e que, por exemplo, essa pessoa que está com dificuldade, tá com uma rua sem asfalto, tá com uma questão de saneamento básico, um problema, esses questionários vão trazer informações para quê políticas públicas sejam feitas por qualquer governo que venha a seguir, porque esses dados que estão sendo coletados agora, vão perpetuar por dez anos. Então é de suma importância a participação de toda a população”, concluiu João Felipe.

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Edição 23/02/2024
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