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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Chuvas: brigadistas de Teresópolis prestam auxílio na organização de donativos em Ubá

Com grande experiência em trabalhos de gerenciamento de crise pós-tragédia, grupo foi acionado para ajudar na cidade mineira

Após a forte enchente que atingiu o município de Ubá, na Zona da Mata mineira, em meados de fevereiro, o Padrão Águias da Aventura Objetiva, grupo de brigadistas de Teresópolis, foi acionado pela prefeitura local para atuar no auxílio ao gerenciamento da crise humanitária instalada na cidade. “A Defesa Civil de Minas Gerais também recomendou a presença da instituição, reconhecida nacionalmente por sua expertise em logística humanitária, logística operacional e gestão de desastres. A equipe mobilizada contou com expedicionistas das brigadas de Teresópolis, Nova Friburgo e São José do Vale do Rio Preto”, relata o responsável pelo Águias, Cleiton Pimentel.

Com quatro décadas dedicadas à defesa do meio ambiente, à preservação da vida e ao apoio a comunidades vulneráveis, o Padrão Águias acumula participação em alguns dos maiores desastres do país, como a tragédia da Região Serrana do Rio, em 12 de Janeiro de 2011, e os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. Soma-se a isso a atuação em dezenas de emergências e calamidades em diferentes estados brasileiros ao longo dos últimos 30 anos. A experiência consolidada em evacuação de áreas instáveis, buscas e resgates, avaliação de estruturas comprometidas, operações em cenários colapsados e organização de fluxos emergenciais tornou a instituição uma das principais referências nacionais em resposta rápida e apoio ao gerenciamento de crises.
Entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, e novamente de 6 a 8 de março, uma equipe formada por expedicionistas, técnicos em logística humanitária e operacional e assistentes sociais especializados percorreu áreas atingidas e assumiu a organização da Central de Armazenagem de Donativos instalada no Horto Florestal Municipal. O espaço concentrava alimentos, água, itens de higiene, limpeza e móveis, mas enfrentava dificuldades de controle, fluxo e distribuição. A operação foi comandada pelo fundador e chefe da instituição, Cleiton Pimentel, especialista em gestão de desastres, gestão de crises e emergências ambientais, mediação de conflitos e defesa civil.

A equipe iniciou o mapeamento do fluxo de entrada e saída de materiais e avaliou as condições gerais do armazém. Fotos: Divulgação Padrão Águias

Pimentel destacou a grandiosidade e o comprometimento de sua equipe, ressaltando que o país vive “uma agenda oculta de tragédias” e que os poderes constituídos precisam valorizar e priorizar a formação e o treinamento permanente para garantir respostas eficazes. Ele agradeceu o empenho dos integrantes do Padrão Águias, que percorrem longas distâncias para ajudar quem precisa. “Ajudar ao próximo é romper qualquer fronteira. Onde há um coração pulsando, há alguém à espera de amor”, afirmou.
A equipe iniciou o mapeamento do fluxo de entrada e saída de materiais e avaliou as condições gerais do armazém. A partir desse diagnóstico, implantou um novo modelo de organização baseado em metodologia própria, estruturando blocos de paletes e corredores de circulação, delimitando setores com galões de água e gradis de ferro, criando acessos para veículos e instituindo o Departamento de Gestão Operacional, responsável por padronizar procedimentos e garantir segurança e eficiência no espaço.

Contribuindo com a formação
Além da reorganização física, os profissionais do Padrão Águias treinaram voluntários, orientaram equipes locais, mediaram conflitos e estabeleceram protocolos de atendimento emergencial. A atuação incluiu conferência de validade dos alimentos, controle de estoque, reorganização de itens avulsos e acolhimento direto às famílias atingidas. Durante a missão, as assistentes sociais do Padrão Águias, Vanilda Oliveira e Carla Pires, realizaram visitas a famílias em situação de vulnerabilidade e entregaram brinquedos e materiais pedagógicos arrecadados pela instituição. Os itens foram destinados a crianças afetadas pelo desastre, incluindo aquelas acolhidas em abrigos temporários, reforçando o compromisso da organização com o cuidado integral e humanizado às vítimas.

Apesar dos desafios encontrados – como a baixa força de trabalho disponível, conflitos internos e vulnerabilidades de segurança – a operação evidenciou a alta capacidade técnica da equipe e o comprometimento dos voluntários. A reorganização completa da logística, a mediação de impasses e a rápida resposta às necessidades da população permitiram restabelecer a ordem e garantir que os donativos chegassem de forma adequada às famílias afetadas. Durante a missão, também foram registradas suspeitas de desvio de donativos e inconsistências na contagem e controle dos materiais, situações encaminhadas às autoridades competentes.

“A passagem do Padrão Águias por Ubá deixa um legado que ultrapassa a reorganização do armazém. A diplomacia humanitária, a empatia no atendimento, a capacidade técnica e a educação pelo exemplo reforçam o papel da instituição como referência nacional em gestão de crises. Com atuação consolidada em desastres de grande escala em todo o país, o grupo reafirma seu compromisso com a proteção da vida e o apoio às comunidades em seus momentos mais críticos”, pontua Pimentel.

Teresópolis 10/03/2026
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