Juliana Ludwig
Após três dias de treinamentos na CBF, a Seleção Brasileira encerrou no último sábado (30) sua etapa de preparação na Granja Comary, em Teresópolis. A equipe da Diário TV acompanhou de perto os treinos e as coletivas de imprensa realizadas na cidade durante a passagem da delegação pela Região Serrana. Na torcida, entre os que acompanham há anos a preparação da equipe nacional está o diretor da Unopar Teresópolis, Antônio Carlos Bideu. Frequentador da CBF desde 1994, ele destacou as diferenças percebidas neste ciclo e demonstrou confiança na Seleção para a Copa do Mundo de 2026.

“Olha, eu vejo tudo bem diferente dos anos anteriores. Eu, que acompanho a Seleção Brasileira aqui na CBF desde 1994, percebo que cada ciclo é diferente. Quando você chega, sente aquela atmosfera de poucos dias antes da Copa do Mundo. Desta vez, senti um grupo muito confiante, um clima diferente de outros anos. Existe uma esperança muito grande no treinador Carlo Ancelotti, que é um dos técnicos mais vitoriosos do mundo. Ele deve transmitir tranquilidade aos jogadores pelo currículo que possui”, afirmou.
Bideu também comentou sobre a importância da recuperação de Neymar para a campanha brasileira. “Temos que tentar recuperar o Neymar, porque ele é um jogador fora de série. Mesmo que jogue meia hora ou dez minutos, precisa entrar no momento certo. Estou bem otimista. Já fui pessimista depois de derrotas e resultados ruins, mas hoje acredito que estamos no caminho certo para, quem sabe, chegar ao hexa”, completou.

Estrutura que impressiona
A preparação da Seleção em Teresópolis também atraiu grande presença da imprensa nacional e internacional. Segundo Bideu, a estrutura oferecida pela CBF aos profissionais da comunicação chama atenção e mudou bastante ao longo dos anos. “O ambiente está maravilhoso. A imprensa tem café, toda uma estrutura preparada. É uma experiência interessante. Em tantas Copas que acompanhei aqui, tudo foi mudando. Houve uma época em que os jornalistas ficavam mais próximos dos jogadores, conversavam e assistiam aos treinos completos. Hoje, o acesso é mais restrito: a imprensa acompanha apenas uma parte do treino. É bem diferente dos anos anteriores”, observou.
Apesar das mudanças, ele acredita que o foco deve estar dentro de campo. “Tomara que isso traga resultado. Acho que não temos nada para esconder. O futebol está aí, os jogadores também. Não existe fórmula secreta: é colocar o time certo, na hora certa, para jogar”, concluiu.






