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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Combate ao uso de linha de pipa com cerol

Operação realizada na Fazenda Ermitage deve ser repetida em outras comunidades

Marcello Medeiros

“Bota oooooooutra”. “Ê ceroooooooooolll”. “Cai no emboooolo”. As empolgadas frases são comuns para os jovens que, mesmo nos dias de hoje, com a grande invasão da tecnologia, ainda brincam à maneira antiga com suas pipas, raias e papagaios – ou outras nomenclaturas, que variam de acordo com a região. Mas, assim como em outras épocas, a arte de utilizar o vento para empinar o objeto composto de finas varetas de madeira e papel de seda não fica restrita à diversão. O uso de cerol, mistura de elementos como vidro moído, alumínio e cola, continua colocando em risco aqueles que nada têm a ver com a brincadeira. Além disso, nos últimos anos entrou em cena um tipo de linha que já vem com o cortante, mais ainda mais potente, a chilena. Tamanha periculosidade vez com ela fosse proibida no Brasil em 2013. Com o objetivo de coibir essa prática, no fim de semana equipes da 5ª UPAM/Ermitage e 30º Batalhão de Polícia Militar realizaram operação em dos locais com mais ocorrências de jovens, e até marmanjos, insistindo na utilização da linha chilena, o condomínio Parque Ermitage.
A grande área livre na entrada do empreendimento construído pelo governo do estado para atender as vítimas da Tragédia de 2011 tem sido palco preferido dos pipeiros da região, além de trevo em frente. Tanto que 10 pessoas terminaram na 110ª Delegacia de Polícia após flagrante dos militares, sendo que um deles havia acabado de chegar em uma motocicleta transportando nove carretéis de linha e várias pipas para serem comercializadas no local. No total, foram apreendidos 33 carretéis de tamanhos diversos. 
O grande perigo de utilização de linha cortante nesse condomínio é que ele fica vizinho a uma grande rodovia, a BR-116, onde passam diariamente centenas de motociclistas, ciclistas, pedestres e outros que podem ter os pescoços cortados por conta dessa brincadeira. A situação também acontece em outros bairros vizinhos à estradas, como Fonte Santa, Quinta-Lebrão e Vale da Revolta, que em breve devem receber o mesmo tipo de operação policial. 
De acordo com a lei 5.834 de 2013, é proibido comercializar a linha chilena no Brasil. De acordo com o artigo segundo, constitui crime fazer uso, fabricar, ainda que artesanalmente, importar, ter em depósito, comercializar ou intermediar a comercialização da linha chilena. A pena é de detenção de dois anos e multa para os infratores. Segundo o artigo terceiro, o fabricante, ou comerciante irregular do produto e insumo mencionado nesta lei, estarão sujeitos, ainda, às a multa administrativa no valor de R$ 30 mil. “Parabéns pela atitude tomada. Está operação foi fundamental para reprimir linhas e cerol, isso serve também para inibir e mostrar que estamos observando tudo que possa a fazer pratica outros atos ilícitos dentro do conjunto. Somos eternamente gratos a todos envolvidos nesta operação”, relatou ao jornal O DIÁRIO uma das moradoras do grande condomínio.

 

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Edição 21/05/2024
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