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Cresce o número de casos de estelionato em Teresópolis

Data: 10/09/2019

Além dos ataques virtuais ou através de ligações telefônicas, ainda são frequentes os casos de ?saidinha de banco?, onde as pessoas, principalmente idosas, são abordadas com promessa de algum tipo de benefício e, no final, acabam perdendo grandes valores. Recompensas por produtos encontrados e supostos bilhetes premiados estão entre os mais frequentes - Marcello Medeiros

Dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP) mostram que o crime de estelionato tem crescido bastante em Teresópolis: de acordo com o setor de estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança, somente entre janeiro e julho desse ano a 110ª Delegacia de Polícia recebeu 197 comunicações de casos de golpe. Ou seja, contando os números de agosto e a primeira semana de setembro, que ainda não foram disponibilizados, já são mais de 200 pessoas lesadas de diversas maneiras. No mesmo período do ano passado, foram 146 registros feitos no setor de plantão da Polícia Civil no município. Importante lembrar que a situação pode ser pior ainda porque muitas pessoas, envergonhadas por terem caído em histórias inacreditáveis, como a do bilhete premiado da Mega Sena, onde o suposto ganhador “não pode receber porquê está com o nome sujo” e vende o ticket por um valor até irrisório, não procuram as autoridades policiais para fazer a devida comunicação.

Também segundo o ISP, o mês com maior número de registros foi abril, 43, ou seja, mais de um ataque por dia. Um dos motivos para a ampliação desse tipo de delito pode ser o avanço tecnológico. Hoje é cada vez maior o número de serviços que podem ser realizados sem sair de casa. Basta ter um smartphone e internet em mãos para pagar contas, fazer cadastros, compras, entre outros benefícios. Porém, se fica mais fácil por um lado, pode se tornar mais perigoso por outro. Os golpistas não ficam atrás e buscam cada vez mais maneiras de conseguir dinheiro fácil, se aproveitando das informações deixadas pelos usuários em seus aparelhos de celular para realizar transferências, pagamentos ou compras.
Além dos ataques virtuais ou através de ligações telefônicas, ainda são frequentes os casos de “saidinha de banco”, onde as pessoas, principalmente idosas, são abordadas com promessa de algum tipo de benefício e, no final, acabam perdendo grandes valores. Recompensas por produtos encontrados e supostos bilhetes premiados da loteria são alguns dos tipos mais comuns de abordagem.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que é importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet. Ofertas tentadoras escondem, às vezes, links maliciosos que capturam dados pessoais. “Desconfie das promoções com preços muito menores do que o valor real do produto. Os criminosos aproveitam a empolgação dos consumidores, com a oportunidade de um bom negócio, para aplicar golpes”, atenta o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini. Sites e e-mails falsos, ligações e mensagens são algumas das artimanhas usadas pelos golpistas para enganar as pessoas e ter acesso a informações pessoais, como nome completo, CPF, número de cartões de crédito e dados bancários.

Atenção com preços “em conta”
A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras. Ao clicar, é direcionada para um site falso. Acreditando ser uma página confiável, ela fornece dados sigilosos, como número de cartão de crédito e senhas. Com essas informações, os bandidos realizam transações, burlam bloqueios de segurança, desbloqueiam novos cartões e realizam a confirmação de dados pessoais da vítima. Outro esquema muito utilizado pelas quadrilhas, diz a Febraban, envolve aplicativos maliciosos. O golpe também começa com o envio de um e-mail suspeito com um link. Ao clicar, um vírus se instala no dispositivo dando acesso total aos bandidos. Com essa técnica, comumente chamada de phishing, eles conseguem acessar dados como nomes de usuário e senhas e realizar transações.
Segundo a Febraban, as quadrilhas de phishing também costumam usar as redes sociais para ter acesso às informações das vítimas. Os criminosos usam perfis falsos com ofertas tentadoras de produtos mais baratos, promoções para ganho de pontos e milhagens e recadastramentos de segurança, usados como artifício para a captura de dados dos clientes.

Tecnologia pode ajudar
Como citado no início da reportagem, outro ponto que merece atenção são os celulares. A grande popularidade dos smartphones despertou a atenção das quadrilhas que passaram a criar golpes específicos para essa plataforma. É o caso do golpe da clonagem de WhatsApp, em que os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado. Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” (Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas). Desta forma é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.

 

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