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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Curso para formação de padeiros e confeiteiros com resultados positivos em Teresópolis

Capacitação de três meses reuniu alunos em aulas práticas e teóricas, com possibilidade de nova edição

Maria Eduarda Maia

Após três meses de aulas, chegou ao fim em Teresópolis o curso gratuito de panificação e confeitaria realizado em uma unidade móvel equipada com cozinha profissional na Praça da Matriz de Santa Teresa, na Várzea. A capacitação, voltada à formação de mão de obra para o mercado de trabalho e ao incentivo ao empreendedorismo, superou as expectativas dos organizadores e já desperta a possibilidade de uma nova edição na cidade.
Para o presidente da ACIAT, Pedro Alves, a adesão dos participantes mostrou a importância de oferecer oportunidades de qualificação profissional no município. “Superou as nossas expectativas. A gente tem visto uma certa desmobilização das pessoas às vezes em participar de alguma capacitação. Então, a gente se organiza para tentar trazer um curso dessa qualidade e muitas vezes não tem gente interessada. Eu fico muito feliz que a gente conseguiu trazer a estrutura para cá e fazer o curso rodar”, avaliou, em entrevista ao Diário.

A formação também buscou apresentar aos alunos diferentes técnicas e possibilidades dentro da panificação e da confeitaria. Durante as aulas, eles aprenderam desde produtos tradicionais, como o pão francês, até técnicas mais modernas, incluindo a fermentação natural. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Segundo Pedro, a repercussão da iniciativa foi tão positiva que a Firjan já analisa novas datas para levar novamente a capacitação a Teresópolis. Para ele, uma segunda edição pode ter ainda mais adesão, já que, depois de acompanhar o projeto, outras pessoas demonstraram interesse em participar. “A Firjan já está avaliando novas datas para trazer em breve essa capacitação de novo para cá. Depois que ela aconteceu, muita gente entendeu e ficou com vontade de fazer”, afirmou.
A estrutura utilizada durante o curso foi um dos diferenciais da iniciativa. A carreta do Senai, equipada com cozinha profissional e utilizada em diferentes municípios do estado, permitiu que os alunos tivessem contato direto com equipamentos e processos semelhantes aos encontrados no mercado. “É um curso técnico muito bem feito, organizado, com uma cozinha profissional, móvel, que a Firjan roda o estado. Então, não é fácil arrumar agenda. É por isso que trazer esses cursos é tão complexo”, explicou Pedro.

Para o presidente da ACIAT, Pedro Alves, a adesão dos participantes mostrou a importância de oferecer oportunidades de qualificação profissional no município. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Formação profissional em 90 dias
Durante os 90 dias de capacitação, os alunos participaram de aulas de segunda a sexta-feira, com quatro horas diárias para cada turma. A formação contemplou conteúdos de padaria e confeitaria, além de conhecimentos relacionados à gestão, manipulação de alimentos e vigilância sanitária. O instrutor Luiz Eduardo Costa, chefe de padaria e confeitaria com cerca de 30 anos de experiência, avaliou o resultado da formação como extremamente positivo. “Foi incrível. A gente teve uma adesão dos alunos bem bacana, com os alunos muito motivados, muito interessados”, contou.
Luiz destacou ainda a importância da capacitação diante da demanda por profissionais qualificados no setor. “O ramo de padaria e confeitaria hoje no Brasil é um dos que mais emprega, é um grande mercado empregador. E a gente tem uma deficiência muito grande de mão de obra”, afirmou.
De acordo com o instrutor, a carga horária e a duração da formação permitem que os participantes saiam preparados para buscar uma oportunidade profissional na área. “É um curso de três meses, profissionalizante, com uma carga horária muito grande. Isso realmente torna um profissional apto a entrar para o mercado”, explicou.

O instrutor Luiz Eduardo Costa, chefe de padaria e confeitaria com cerca de 30 anos de experiência, avaliou o resultado da formação como extremamente positivo. “Foi incrível. A gente teve uma adesão dos alunos bem bacana, com os alunos muito motivados, muito interessados”, contou. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Do pão francês à fermentação natural
A formação também buscou apresentar aos alunos diferentes técnicas e possibilidades dentro da panificação e da confeitaria. Durante as aulas, eles aprenderam desde produtos tradicionais, como o pão francês, até técnicas mais modernas, incluindo a fermentação natural. “Eles estão levando desde aquele nosso pãozinho francês do dia a dia, bem feito, bem gostosinho, bem crocante, até um pão de fermentação natural, que hoje a gente está consumindo bastante. Eles aprenderam a fazer massas folhadas, massas de croissant, uma série de coisas”, detalhou Luiz.
Segundo o chefe, a diversidade de conhecimentos amplia as possibilidades de atuação dos alunos, que podem buscar oportunidades em padarias e confeitarias ou utilizar a formação como ponto de partida para empreender.

Parcerias foram fundamentais
A realização do curso contou com a participação de diferentes instituições e parceiros. Luiz Eduardo fez questão de agradecer ao Sindicato das Indústrias de Panificação de Niterói e Teresópolis, à Firjan, ao Senai de Nova Friburgo, à ACIAT, à Prefeitura de Teresópolis e à comunidade que recebeu a estrutura durante os três meses. O instrutor também ressaltou o acolhimento recebido na cidade. “Agradecer muito a Teresópolis, que recebeu a gente nesses 90 dias, num ambiente super bacana, a prefeitura que nos cedeu espaço, a igreja que nos deu também um suporte completo com o espaço, com a estrutura, com os amigos aqui ajudando na coleta, coisas simples, com o cuidado que tiveram com a nossa carreta parada aqui”, afirmou.

A carreta do Senai, equipada com cozinha profissional e utilizada em diferentes municípios do estado, permitiu que os alunos tivessem contato direto com equipamentos e processos semelhantes aos encontrados no mercado. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Possibilidade de retorno
Com o encerramento da primeira edição, a expectativa agora é que a carreta possa retornar ao município. Para Pedro Alves, a experiência deixou uma base importante para que uma nova capacitação seja ainda mais procurada. “Com toda essa repercussão, a gente fica animado para trazer a carreta novamente. Acho até que uma nova vinda seria muito mais forte depois dessa edição. Será muito bom”, afirmou.

A capacitação, voltada à formação de mão de obra para o mercado de trabalho e ao incentivo ao empreendedorismo, superou as expectativas dos organizadores e já desperta a possibilidade de uma nova edição na cidade. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário


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