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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Dia chuvoso reduz visitação nos cemitérios em Teresópolis

Maior campo santo do município, “Caingá” recebeu reforço para atendimento ao público

Marcello Medeiros

O 2 de novembro é o Dia de Finados, uma data em homenagem à memória dos que se foram, lembrada tradicionalmente por seguidores da Igreja Católica e cristãos de outras tradições. Também é conhecida como Dia dos Mortos e é celebrada com feriado no Brasil, de acordo com a Lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002. Para esta quarta-feira, havia a previsão da prefeitura que aproximadamente cinco mil pessoas visitassem os campos santos do município. Porém, o dia de chuva intenso, desde as primeiras horas da manhã, fez com que fosse menor a procura pelos cemitérios. Nossa equipe esteve no principal deles, o Carlinda Berlim, mais conhecido pelo seu nome antigo nome, o Caingá, onde os tradicionais vendedores de flores e velas, que geralmente ficam posicionados no acesso principal, na Avenida Wenceslau José de Medeiros, confirmaram a redução no movimento em relação ao ano passado. “Caiu bastante mesmo comparando com 2021. Ano passado teve um mormaço pela manhã e somente na parte da tarde que choveu. Já hoje está chovendo de maneira intensa o dia todo”, relatou Maicon da Silva Matos, mais conhecido como “Quico”.

Memorial e campo onde estão sepultadas as vítimas da Tragédia de 12 de Janeiro de 2011


Para garantir melhor atendimento ao público, a prefeitura disponibilizou equipes da Guarda Civil Municipal para organizar o trânsito, reforço na equipe de atendimento na parte administrativa e também para orientar o público na localização de túmulos e gavetas. Mesmo com a chuva intensa, e a consequente redução no volume de visitantes, muitas pessoas não deixaram de prestar homenagens aos familiares e amigos falecidos. “É importante manter viva a memória dessas pessoas. Claro que não lembramos somente no Finados, mas hoje é importante essa homenagem para manter vivas essas pessoas em nossos corações. Vim pela minha mãe, que meu filho não chegou a conhecer, e pelo meu pai, que faleceu mais recentemente”, relatou ao Diário Rodrigo Pereira.
Na parte da manhã foi realizada no “Caingá” a tradicional missa pelo Dia de Finados. Na última semana, equipes da Secretaria de Serviços Públicos realizaram a limpeza dos nove cemitérios municipais para a visitação pelo Dia de Finados. Além do Caingá, existem outros oito campos-santos em Teresópolis. Na estrada Isaías Vidal, fica localizado o cemitério de Canoas. Às margens da RJ 130 ficam os cemitérios de Venda Nova, Bonsucesso e Vieira, ficando no Vale Alpino, também no Terceiro Distrito, o menor deles. No Segundo Distrito, tem o cemitério de Santa Rita, próximo à Fazenda Alpina e, ainda os cemitérios de Serra do Capim e de Rio Preto, em Volta do Pião.

Nas últimas quadras, 36, 37 e 38, ficam as chamadas “covas rasas”

Caingá e covas rasas
O principal campo-santo do município é o Carlinda Berlim, que tem 3.465 sepulturas, além de aproximadamente 2.300 covas rasas, duas mil gavetas e mesma quantidade de nichos (locais para o depósito dos restos mortais depois do período nas gavetas mortuárias). Nas últimas quadras (37, 38 e 39) ficam localizadas as covas rasas. Quem visita o local pode achar que estão enterradas ali somente pessoas sem condições financeiras ou indigentes, mas estão também nas covas rasas até famílias ricas que optaram pela simplicidade.  Para quem não possui sepulcro perpétuo na família e não quer realizar o enterro nas covas rasas, a única opção são as gavetas, alugadas pelo período de quatro anos. Depois desse prazo, o corpo é exumado. Caso o familiar queira, os restos mortais são transferidos para os nichos. Para tanto, é cobrada uma taxa única de perpetuação. Após a desocupação, a gaveta é higienizada e liberada para novo sepultamento. 

Mesmo com a chuva intensa, e a consequente redução no volume de visitantes, muitas pessoas não deixaram de prestar homenagens aos familiares e amigos falecidos

Faltam locais para sepultamento
Como O DIÁRIO tem mostrado nos últimos anos, os nove cemitérios do município não acompanharam o crescimento desordenado e, somado à falta de investimento, piora o caos que pode afetar qualquer um de nós num dos momentos mais difíceis de se lidar, que é o de se despedir de um ente querido. Faltam locais para sepultamento, espaço para covas ou gavetas, e até locais para depositar os ossos que são retirados. Além disso, a quantidade de funcionários não é suficiente para dar conta de tanto serviço, situação que obrigou o Ministério Público a propor Termo de Ajuste de Conduta ao município, visando organizar os cemitérios, cuja situação vem se arrastando há alguns anos e gerando multa diária ao município pelo não cumprimento de vários pontos. Atualmente estão em construção novas gavetas para tentar amenizar a situação, no Carlinda Berlim.


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Edição 22/02/2024
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