Marcello Medeiros
Em continuidade ao debate sobre a violência contra mulheres, crianças e adolescentes, representantes de diferentes instituições que atuam no enfrentamento desses crimes reforçaram, ao longo desta semana, a importância da atuação conjunta para garantir acolhimento, proteção e responsabilização dos agressores no município. Os profissionais foram entrevistados no programa Hélio Carracena, na Diário TV, onde destacaram o funcionamento da rede de proteção que integra forças de segurança, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Esses profissionais trabalham de forma contínua e conjunta no enfrentamento aos bárbaros crimes.
Uma das entrevistadas foi a perita legista Renata Carneiro, da Polícia Civil, que compõe o grupo de profissionais que atua na Sala Lilás, instalada no Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC), no bairro do Alto. O espaço oferece atendimento humanizado a mulheres, crianças, adolescentes e pessoas da comunidade LGBTQIA+ vítimas de violência física e sexual. “O serviço alia acolhimento qualificado à realização do exame de corpo de delito, etapa fundamental para a investigação dos casos”, pontuou Renata.

Na linha de frente do combate à violência doméstica, a Patrulha Maria da Penha, do 30º BPM, atua no acompanhamento das vítimas e na repressão aos agressores. Segundo os Sargentos Ellen e M.Abreu, entrevistados por Carracena, “a presença ostensiva e o monitoramento constante têm como objetivo garantir o cumprimento das medidas protetivas e impedir a reincidência”. Além disso, a Polícia Militar começa a implementar a Patrulha de Apoio à Criança e ao Adolescente, voltada à identificação precoce de situações de violência, inclusive no ambiente escolar.
Já o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher desempenha papel estratégico na fiscalização e no direcionamento de políticas públicas. A presidente Isabel Maria Kwiatkowski destacou que “o órgão acompanha o funcionamento dos serviços oferecidos no município, como delegacias, equipamentos de saúde e a própria Sala Lilás, além de ser fundamental para viabilizar o acesso a recursos destinados à área”.
A rede de proteção também conta com a atuação da Comissão da OAB Mulher, que desenvolve ações de conscientização por meio de palestras em escolas, eventos e instituições. Segundo as representantes Mônica Quental e Thamara Moura, o objetivo é informar e sensibilizar a sociedade, promovendo mudanças culturais que contribuam para a redução da violência.

Integradas, essas iniciativas formam uma engrenagem de apoio às vítimas, garantindo não apenas o atendimento imediato, mas também o acompanhamento e a prevenção, em um esforço contínuo para enfrentar a violência doméstica e ampliar a segurança no município.
Saiba onde buscar ajuda em Teresópolis
Mulheres vítimas de violência contam com uma rede de apoio no município. Veja onde procurar atendimento:
- Sala Lilás (PRPTC / Serviço Médico Legal)
Atendimento especializado com acolhimento humanizado e realização de exame de corpo de delito. Avenida Alberto Torres, na antiga DP, no bairro do Alto - Patrulha Maria da Penha – 30º BPM
Apoio, orientação e acompanhamento de vítimas, além de fiscalização de medidas protetivas. Acionamento pelo 190 - Conselho Municipal dos Direitos da Mulher
Escuta, orientação e encaminhamento de demandas. Antigo Fórum, sala 205, 2º andar - Comissão da OAB Mulher – Teresópolis
Acolhimento e orientação jurídica para vítimas. Rua Heitor de Moura Estevão, região do Castelinho - Central de Atendimento à Mulher
Ligue 180 (atendimento gratuito e nacional, 24h). Em caso de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.







