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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Doutora Inês Joaquina homenageada com nome de rua em Teresópolis

Guareí desde a criação da cidade, rua fica no bairro de Araras que parte dele desde os anos 1990 se chama Fátima

Wanderley Peres

Publicada em Diário Oficial nesta sexta-feira, 27, a Lei Municipal 4228, aprovada pela Câmara de Vereadores, dispondo sobre denominação e oficialização de logradouro público, passando a denominar como Rua Doutora Inês Joaquina Sant’Ana Santos Coutinhos, CL 013, a rua Guareí, que se inicia na rua São Francisco e finda na rua tombada de nome Beira Linha, no bairro chamado Nossa Senhora de Fátima, CB 022 do Código de Bairros. A troca de nome foi sancionada pelo prefeito junto com outras cinco novas denominações, sendo homenageados também Manoel da Silveira Freitas Filho e Augusto Vieira da Motta, em ruas de Bonsucesso; Ana Damázio da Silva, em rua de Soledade; Maria José Bento de Siquera, em rua no Caleme e Virgílio Pereira da Silva, em servidão na Fazendinha, logradouros que eram tidos por “Sem nome” ou eram chamados por nomes não oficializados.

As homenagens foram apresentadas em sessão da Câmara Municipal a partir da avaliação dos gabinetes dos vereadores proponentes dos projetos de lei e aprovadas, por unanimidade, certamente porque são merecidas. Todas elas, também certamente, devendo ressalvar-se e questionarmos sempre, e somente, esse hábito provinciano de mudar os nomes das ruas, que tanto prejudicam a cidade e já deveria ter sido abandonado pelos vereadores.

Homenageada agora com nome de rua, a juíza Doutora Inês já havia sido homenageada por decreto do governador Cláudio Castro, do Estado do Rio de Janeiro, que alterou a nomenclatura do CRIAM da Fonte Santa, na Rodovia Rio-Bahia, Km 78, n.o 1.083, em Teresópolis, para “Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente de Teresópolis Inês Joaquina Sant’Ana Santos Coutinho”, lembrança das mais apropriadas e merecida bastante tamanha a relação da juíza recentemente falecida com aquele próprio voltado aos jovens. Embora, da estrutura organizacional do Departamento Geral de Ações Socioeducativas – Degase, foi Doutora Inês que implantou o Criam naquele local, contando com a ajuda de empresários, de amigos, da imprensa, tantos voluntários que fizeram do árido local um ponto de esperança, viabilizando a concretização do sonho de um espaço adequado para a recuperação dos jovens infratores em nosso município.

Uma das magistradas mais respeitadas do município, Doutora Inês Joaquina Sant’Ana Santos Coutinho faleceu em 11 de março último, aos 81 anos. A inesquecível juíza de menores nasceu em 23 de junho de 1941, no Rio de Janeiro, filha de Clauco Martins Santos e Alice Santana, vindo para Teresópolis em 1986 depois de atuar como juíza em Sumidouro e também como advogada, no Rio de Janeiro. Casada com Otto de Moura Coutinho, mãe de Cacilda, Cátia, Suzana, Paulo de Tarso e Raquel dos Santos Pereira Crispino.

Formada pela UERJ em 1964, depois de passar pelo colégio Pedro II, Inês Joaquina Sant’Anna Coutinho se destacou como juíza da Infância, Juventude e Idoso em Teresópolis, pelo rigor e generosidade nas questões que envolviam os direitos e deveres das crianças e idosos. Reconhecida pelo seu trabalho, Doutora Inês foi homenageada pelo DIÁRIO em seu décimo aniversário, no ano de 1998, como uma das dez pessoas mais relevantes da cidade.

“Há pessoas que nos encantam por sua beleza, outras por sua bravura ou inteligência. Há quem nos seduza por sua delicadeza, temperança, candura, solicitude… E há aquelas que nos arrebatam por sua história, da qual emergem como síntese dos melhores elementos psicológicos e morais que indivíduo pode ter. Assim é a juíza Inês Joaquina Sant’Ana Santos Coutinho, que fazendo do seu trabalho um profissão de fé, abdicou de vaidades carreiristas e sonhos acadêmicos para se dedicar integralmente a assegurar o bem estar e a proteção das crianças de sua Comarca”, disse de Doutora Inês o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Manoel Alberto Rebelo dos Santos, completando o desembargador Siro Darlan, ao lembrar que a juíza era referência de magistrada exemplar e querida que permanecerá como a Rainha da Proteção Integral de crianças e adolescentes e cujas homenagens pela excelência dos serviços prestados à causa de crianças e adolescentes deve ser sempre reconhecidos e homenageados”.

Os depoimentos, entre tantos, estão no livro “Obrigado Doutora Inês”, que a magistrada lançou em concorrido evento no salão de convenções do Hotel Alpina, em junho de 2011, quando já estava aposentada. Organizada pelo serventuário de Justiça Denilson Cardoso de Araújo, o livro de 302 páginas é farto de relatos relembrando a bonita história da magistrada que se aposentava do trabalho de servir distribuindo justiça, homenagem de amigos, colegas e admiradores, “que reconheceram a sua carreira, merecedora de estudo pelos que amam crianças e adolescentes, pelos que pretendem melhor garantias de direitos, e pelos que querem o privilégio de acessar um grande exemplo de vida digna e produtiva”.

Edição 22/02/2024
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