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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Educação ambiental e vivência rural com animais da nossa fauna em Teresópolis

Através da interação com várias espécies, projeto fortalece o respeito a natureza em Teresópolis

Nina Benedito
@ninabenedito

Nos dias atuais, o fascínio pela tecnologia e a quantidade de informações que são despejadas de forma digital têm magnetizado crianças, que passam cada vez mais tempo dentro de casa, além de adultos que apresentam cada vez mais níveis elevados de estresse e cansaço mental. Do outro lado dessa história, já é claramente notório que o contato com a natureza reduz o estresse, diminui o cansaço mental e melhora a concentração, e pode ser um aliado no contorno desses sintomas. Para auxiliar quem está buscando maneiras de desconectar e se reconciliar com o meio ambiente, a equipe da Diário TV e Diário de Teresópolis esteve no Sítio Assunção, um local histórico com mais de 90 anos, onde atualmente abriga a Toca da Ciência, um projeto de educação ambiental e vivência rural em meio á natureza e animais silvestres e exóticos e onde a interação com os visitantes é a cereja do bolo. O Professor Líbero, biólogo, educador ambiental e fundador da Toca da Ciência, recebeu a nossa equipe ao lado de alguns animais, entre eles uma cobra, arara e um gavião, e falou com orgulho do trabalho que vem sendo realizado e sua importância para a construção de uma sociedade mais equilibrada. “A possibilidade das crianças de hoje vivenciarem num espaço como o Sítio Assunção, interagindo com os animais e com um trabalho de ciências é muito bacana”, aponta Líbero, indicando que a criança que vivencia a ciência dessa forma não esquece nunca mais, uma vez que ela é colocada no centro da experiência.

Arara Canindé
A Arara carinhosamente chamada de Eolo, que significa “Deus do Vento”, já está com nove anos, e só vai com o professor Líbero. Segundo o biólogo, essa espécie é monogâmica, e transfere esse sentimento para o seu dono. O Eolo é uma Arara Canindé, da nossa fauna, também conhecida como arara de barriga amarela, é uma das mais conhecidas representantes do gênero.

Jiboia Arco Íris
Já o Ramon é uma jiboia “Arco Íris”, que muda de cor quando é exposta ao sol. Ela possui uma substância na pele que faz com que ela mude de cor. É uma espécie muito calma e estável, exige um ambiente mais úmido, água sempre disponível e uma fonte de calor para os dias mais frios.

O simpático Ramon é uma Jibóia Arco Íris refletido em sua pele quando exposta ao sol – Renato Rabe

Gavião Asa de Telha
O gavião Asa de Telha, carinhosamente chamada de Ártemis, realiza voos para as crianças assistirem. “Assim como a coruja Lizandra, a gente proporciona isso para que as crianças possam conhecer esse voo em que o animal vai capturar o predador. É importante levar um pouquinho desses conceitos para as crianças. O voo com a coruja também é feito nas escolas”, explica o professor.

O Professor Líbero treina todos os animais da Toca – Renato Rabe

Tartaruga, Cágado e Jabuti
Segundo nos explicou o biólogo, o Jabuti possui a patinha em formato de pata de elefante, possui o casco alto e é um animal terrestre. Já o Cágado, tem o casco achatado, patinhas espalmadas para a natação e é um animal de água doce, encontrados em rios e lagos. Já as Tartarugas são de água salgada, vivem no mar. Possuem uma carapaça dorsal, que internamente é composta de uma placa óssea e externamente por placas córneas.

Rã Touro
“A Rã Touro tem membrana interdigital para a natação dela. Tem hábitos aquáticos, colocam seus ovos ainda dentro da água, diferente do sapo que vive na terra”, explica Líbero.

O Bartolomeu é uma Rã Touro – Renato Rabe

Fazendinha
Em outra parte do Sítio, nossa equipe foi conhecer as instalações onde ficam os animais de médio porte. “A Mel é uma mini vaca, que a qualquer momento irá parir o seu bezerrinho”, conta o biólogo. Por lá também se encontram a Lhama, que é um animal exótico, o “Mini Horse”, que é menor que um pônei, além de cabra, coelhos e outras espécies para a interação com os visitantes.

Saúde dos animais
Responsável Técnico da Toca da Ciência, o veterinário Alexandre Oliveira falou sobre a importância com os cuidados dos animais, uma vez que eles têm contato com os humanos, que segundo ele, podem transmitir várias doenças para as espécies e vice-versa.“Todo lugar onde têm animais, é necessário um responsável técnico até para poder dar um atestado de saúde, de vacinação e tudo mais. A minha parte clínica fica mais voltada para animais de produção, que engloba a mini vaca, a cabrinha, mas realmente tem que ter um atestado de todos os animais no local”, explica o médico. “Venho aqui uma vez por mês, vejo como está a alimentação, se os animais estão com o score corporal de acordo com a espécie, e aí realmente nessa parte, eles estão 110%. É um prazer vir aqui”.

Os coelhinhos não poderiam ficar de fora dessa turma animada – Renato Rabe

Legalização dos animais
“A gente tem essa preocupação, todos os animais devem estar legalizados, porque isso dá uma segurança. Já aconteceu de fugir uma vez um gavião nosso e retornar, porque a pessoa viu a anilha, ligou para o Ibama, e eles já sabiam quem era o criador. Porque aconteceu num voo, estava passando um bando de andorinhas e o gavião acabou seguindo, mas a gente recupera o animal justamente por ter esse comprometimento de serem animais legalizados, documentados e registrados para que a gente possa ter esse controle”, enfatiza Líbero.

Esse é o Bradock ,um Mini Horse menor do que um pônei – Renato Rabe

Preparativos para outras espécies
“Alguns animais ainda não chegaram, a gente está preparando o lago para trazer as aves aquáticas, os gansos, os marrecos e os patos. Aos poucos eles estão chegando, vão se instalando e se ambientando a medida que tudo estiver pronto para recebê-los e que a gente possa receber grupos com tranquilidade”, conta o professor.

Turismo rural e ecológico
As visitas e a interação com os animais são realizadas para grupos de estudantes que queiram aprender ciência e biologia de uma forma mais prática, mas também está aberta ao turismo ecológico e rural. “Vindo aqui você vai conhecer um ambiente natural, e essa parte do turismo ecológico é fundamental também pra você poder conhecer, e as pessoas terem essa necessidade de aprender de forma correta, o real manuseio, a real importância daquele animal. E você conhecendo, você passa a respeitar. Eu digo sempre para os meus alunos , que você respeita aquilo que você conhece”, afirma. “Interagir com uma cobra, já se conhece um pouco o comportamento dela, você não conhece a cobra na natureza, quer jogar uma pedra, acha que ela vai te fazer algum mal, e ela não vem correndo atrás de você pra te morder. A defesa dela é o ataque, então, se você passou muito perto, ela vai se defender. Mas, se você deixar ela ali no cantinho, ela vai ficar numa boa”, finaliza.

Endereço
A Toca da Ciência está localizada no Sítio Assunção, na Estrada Francisco Smolka, 1423, em Quebra-Frascos. Para mais informações basta entrar em contato através do telefone (21) 98293-0666 ou pelo Instagram @tocadaciencia

Edição 20/04/2024
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