A concessionária Águas da Imperatriz recebeu, na última semana, integrantes da empresa de consultoria e engenharia Haskoning, responsável pela tecnologia Nereda, que será utilizada na primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Teresópolis. Instalada no bairro Cascata do Imbuí, a unidade terá capacidade para tratar 25,9 milhões de litros de esgoto por dia e contará com tecnologia holandesa de última geração, com alta eficiência na remoção de carga orgânica e nutrientes, sem geração de ruídos ou odores.
A visita técnica reuniu especialistas europeus e brasileiros, além de profissionais de diversos setores do Grupo Águas do Brasil, em um encontro voltado à troca de conhecimentos, esclarecimento de dúvidas e aprofundamento sobre a operação da tecnologia. O sistema se destaca por não utilizar produtos químicos e por ocupar menos espaço em comparação aos modelos tradicionais de tratamento.


Visita técnica à obra da primeira ETE de Teresópolis, localizada na Cascata do Imbuí. Foto: Divulgação Águas da Imperatriz
De acordo com a concessionária, inicialmente a unidade vai atender 45 bairros de Teresópolis, beneficiando cerca de 115 mil moradores. A implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário teve início em abril de 2025, com a instalação da rede coletora de esgoto. Já as obras da estação começaram no segundo semestre do ano passado.
“A previsão é que a estação entre em operação até dezembro de 2026, representando um marco histórico para o saneamento básico de Teresópolis. Com os avanços nos investimentos em saneamento, o município passará a atender aos critérios do ICMS Verde”, pontua a Águas da Imperatriz, em nota encaminhada ao Diário.
Sem coleta e tratamento
Atualmente, Teresópolis não conta com um sistema de coleta e tratamento de esgoto, e grande parte dos efluentes é lançada sem tratamento diretamente nos rios, principalmente no Rio Paquequer. Essa realidade provoca impactos ambientais, mau cheiro e riscos à saúde pública, com aumento da incidência de doenças relacionadas à água.
Durante a visita, o gerente de Operações da Águas da Imperatriz, Neylton Maluf, destacou a importância do encontro. “Essa visita está trazendo especialistas europeus e brasileiros para que a gente tenha todo o conhecimento de operação dessa tecnologia. É uma tecnologia inovadora, com excelência em tratamento de esgoto mundialmente conhecida, que oferece muita segurança operacional, redução de ruídos dentro da estação e, principalmente, garante uma excelente qualidade do efluente tratado”, afirmou.

Já o superintendente de Pesquisa e Tecnologia do Grupo Águas do Brasil, André Lermontov, ressaltou a adequação da tecnologia ao contexto urbano. “Poucas tecnologias, hoje, no Brasil, conseguem se encaixar tão bem no meio urbano como estamos fazendo aqui em Teresópolis. É uma tecnologia holandesa, já utilizada pelo Grupo Águas do Brasil em concessionárias da Zona Oeste Mais”, explicou.
Para o engenheiro de processos da Haskoning, Rodrigo Longo, o projeto é de extrema relevância para Teresópolis. Ele explicou que a empresa tem mais de 130 projetos espalhados pelo mundo. “A tecnologia Nereda vai proporcionar alta eficiência e o melhor equilíbrio possível com o meio ambiente. Teresópolis contará com uma bela e moderna Estação de Tratamento de Esgoto”, afirmou.
A estrutura de funcionamento da primeira ETE
Ainda segundo o Grupo Águas, a construção e o funcionamento da ETE foram pensados de forma estratégica, sendo composta por duas áreas separadas: uma destinada aos processos e às tecnologias de tratamento e outra voltada à parte administrativa e ao manejo do lodo. O esgoto chegará à estação por meio de elevatórias instaladas ao longo de toda a rede coletora implantada no município. Na estação, os efluentes passam inicialmente pelo tratamento preliminar e, em seguida, por reatores e tanques responsáveis pelo tratamento do esgoto e do lodo.
A expectativa é que a estação esteja em pleno funcionamento até o final de 2026, trazendo benefício para toda a população. “Esse é um momento muito importante para Teresópolis. A cidade não tem tratamento de esgoto e estamos trazendo a melhor tecnologia para tratar o esgoto que hoje é lançado diretamente no Rio Paquequer. Teremos inúmeros benefícios, como o fortalecimento da economia, o aumento do turismo e uma cidade mais limpa com rios despoluídos”, frisou o superintendente Jackson Pires.





