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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Forças de segurança contra o tráfico de drogas em Teresópolis

Operação conjunta rendeu cadeia para mais seis envolvidos com a venda do entorpecentes, principalmente crack

Luiz Bandeira

Em um trabalho coordenado entre o Serviço de Inteligência (P2) do 30º Batalhão e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Estado do Rio de Janeiro (GAECO), foi realizada nas primeiras horas dessa sexta-feira, 13, a operação denominada “Bad Stone”, para cumprir 13 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão, contra traficantes de drogas do “Complexo PPR”, formado pelas comunidades do Perpétuo, Pimentel e Rosário. Além dos agentes da Polícia Militar e do Ministério Público, participaram da operação a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal, com a unidade de cães K9. Pela primeira vez em uma investigação do GAECO/MPRJ, foram utilizados drones para identificar os suspeitos de participação no tráfico e suas ações criminosas nas comunidades citadas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Teresópolis. Dos 13 mandados, seis traficantes já estavam presos. Pela manhã, mais seis foram também presos, dentre eles duas mulheres, das quais uma já usava tornozeleira eletrônica, e ainda aproximadamente 80 pedras de crack, 60 pinos de cocaína, 10 trouxinhas de maconha e dois aparelhos celulares foram apreendidos. Um dos alvos da operação ainda está foragido.

Nas primeiras horas desta sexta-feira, 13, uma grande quantidade de policiais se concentrou no chamado “Complexo PPR”, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão


A equipe do jornal O Diário e Diário TV, ao final da operação, entrevistou o Promotor do MP-RJ, Dr. Fábio Miguel, e o Tenente Coronel Alex Soliva, Comandante do 30º BPM, para saber das ações realizadas na operação “Bad Stone”. Dr. Fábio Miguel explicou o quê levou a deflagração da ação coordenada entre as forças de segurança. “O que motivou essa operação foi a elaboração de um relatório de inteligência feito pelos policiais do serviço reservado da PM que foi nos encaminhado junto com algumas imagens feitas pela população que identificava o tráfico na comunidade. Com base nisso, o GAECO instaurou um procedimento e nós utilizamos de várias técnicas operacionais de inteligência pra poder identificar todos esses meliantes e as suas atuações”.

Operação envolveu o 30º Batalhão, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Estado do Rio de Janeiro (GAECO), a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Civil Municipal (K9)

Tecnologia a favor
O Promotor revelou também que foi utilizado pela primeira vez um recurso técnico de monitoramento por aeronave não tripulada. “De forma inédita pela primeira vez o GAECO utilizou os drones do Ministério Público de maneira também a identificar a movimentação das bocas-de-fumo e os seus membros. A gente tem uma filmagem que é até muito interessante, a gente fez uma ação coordenada com a Polícia Militar e à medida que o Ministério Público estava filmando o tráfico, a Polícia Militar entrou e pôde verificar eles correndo e se escondendo e com essa função junto com os policiais da P2, lá dentro a gente identificou quem eram essas pessoas. Então a gente pegou essas imagens, as imagens colhidas com a população, periciamos e tivemos certeza de quem eram os indivíduos”, acrescentou o Dr. Fábio.
O Promotor informou ainda que esse trabalho de inteligência em parceria com a Polícia Militar possibilitou o êxito da operação. “Com base nesse trabalho, em conjunto com a PM, que foi fundamental, não só no início como no meio e sobretudo agora no final, resultou na operação que me parece bastante exitosa, porque a gente teve 99% dos presos, de 13 prendemos 12, não tivemos nenhuma troca de tiros, nenhum cidadão baleado, ferido. Tivemos um policial ferido sem gravidade, em razão da mordida de um Pitbull. Nós tivemos a normalidade daquela comunidade na medida do possível em uma ação cirúrgica, rápida que me parece que foi bastante exitosa no município e demonstrou a união de todas as forças”.

A unidade K9 da Guarda Civil Municipal obteve êxito ao encontrar entorpecentes escondidos nas comunidades vasculhadas

Ação dentro de presídio
O Promotor fez questão de frisar que o bandido que comandava as ações do bando de dentro de um presídio sofrerá novas punições por conta disso, segundo ele “a atitude de Robson Francisco da Costa, vulgo ‘Cavalo’ é tão violenta aqui em Teresópolis, ela é tão nefasta que isso fundamentou um pedido de transferência para um presídio federal que foi definido. Então ele vai ser transferido para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) e de lá ele vai para um presídio federal. Eu estou no GAECO há 11 anos e uma das primeiras operações que eu participei foi para prender o ‘Cavalo’, e desde então ele se encontra preso e sendo denunciado reiteradamente, porque ele continua de dentro do presídio praticando os mesmos crimes. Essa é uma decisão judicial difícil de conseguir, só em casos excepcionais, para lideranças de grande porte que causam um mal muito grande dentro do estado e que o estado mesmo prendendo não consegue contê-lo. Então, graças a todo o trabalho de inteligência feito pela P2, GAECO e GAP ao longo de anos, possibilitou hoje que o ‘Cavalo’, que é o líder dessa organização criminosa, seja transferido para um presídio federal”, destacou, informando ainda que no período dessas investigações para levantamento de informações, as forças de segurança apreenderam cerca de 200 mil pedras de crack em várias operações para sufocar o tráfico na cidade e assim minar o poder financeiro da organização.

Após a operação os presos e o material apreendido foram levados para 110ª DP

Inteligência da PM
O Comandante do 30º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Alex Soliva, ressaltou e denominou como “ímpar” o excelente trabalho de inteligência realizado pelo serviço reservado, a P2. “Nós julgamos fundamental a produção de conhecimento, o trabalho de inteligência para a execução de uma operação. O desejo de todos é que sempre se cumpra a lei da forma mais branda possível, que não tenha nenhum tipo de efeito colateral. A nossa intenção sempre é a aplicação da lei e prender quem realmente está cometendo o ato delituoso, por isso a inteligência é importantíssima, primeiro porque facilita a identificação, o ‘modo operandi’ de quem age desse jeito e também nos ajuda a direcionar o policiamento ostensivo. A gente compreendendo a movimentação dos meliantes, por vezes de um bairro ou um logradouro pra outro, pra gente fazer esse acompanhamento e tentar sufocar na origem”, explicou o Coronel Soliva.
O comandante da PM disse ainda que foi fundamental para o êxito da operação essa integração com o Ministério Público. “Eu queria ressaltar mais uma vez essa parceria do Ministério Público na pessoa do Dr. Fábio e do Dr. Bruno que fizeram um trabalho magnífico. É difícil a gente traduzir em palavras o tamanho e a importância do trabalho deles, se não fosse esse trabalho de fato a gente não estaria aqui com uma operação tão exitosa. Essa integração entre as forças é o que faz a diferença aqui, a gente que já passou por outras unidades sabe que isso aqui faz a diferença. Esse nível de comprometimento dos policiais aqui é o quê faz a gente ter resultados tão efetivos”, resumiu o Coronel Soliva que ainda deixou um recado, “pra quem resolver se aventurar em algum tipo de delito, terão a repressão devida, qualificada, técnica, mas devida, não vai ficar impune”, garantiu Comandante Alex Soliva.

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Edição 23/02/2024
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