Marcello Medeiros
Além dos frequentes casos de pequenos furtos, que ocorrem diariamente em Teresópolis, os comerciantes precisam ficar atentos a outra modalidade praticada por gente que busca lucro sem nenhum tipo de esforço: o golpe do falso Pix, onde o estelionatário simula a transferência e sai sem pagar pela mercadoria. Na última terça-feira (27), uma mulher foi detida por funcionários de uma farmácia na Várzea por cometer, pela sexta vez, a fraude. Quando viatura do 30º BPM chegou ao local, ela tentou se justificar alegando “que não havia sido informada pelo banco que não havia ocorrido o débito em sua conta”. A mulher terminou na 110ª DP, presa pelo crime de estelionato.

Assim como os furtos, a situação tem ocorrido com certa frequência, em casos bem semelhantes. No ano passado, por exemplo, O Diário noticiou o que aconteceu em um estabelecimento comercial no bairro da Fonte Santa. Uma jovem simulou uma transferência via Pix no valor de R$ 70, para pagar compras feitas no mercado, quando, na verdade, havia transferido apenas a quantia de R$ 0,02. O funcionário não desconfiou do comprovante apresentado por ela e liberou os produtos. Posteriormente, verificando o extrato do estabelecimento, ele constatou o valor ínfimo pago pela mulher. Ao analisar mais detalhadamente o indicativo do suposto pagamento, ficou claro o golpe: havia sido feita uma montagem e os centavos deram lugar os R$ 70, com números em cor e fonte diferentes do original. Além dos dados da acusada de golpe, como nome e CPF indicados no documento bancário, a gravação do sistema de monitoramento, onde aparece a jovem apresentando o comprovante falso, foi encaminhada à polícia.
Como funciona
O golpe do comprovante de Pix falso é um tipo de fraude que consiste em enviar um arquivo falso que simula uma transferência por Pix e ocorre de diferentes maneiras, desde a substituição do valor ou utilização de um comprovante antigo com o objetivo de obter o produto sem pagar. Para identificar um comprovante de Pix falso, você pode: – Verificar se o logotipo do banco está correto e nítido; – Verificar se a data e a hora da transação estão corretas; – Conferir se o valor pago corresponde ao combinado; – Verificar se o nome, CPF ou CNPJ do remetente correspondem às informações que possui; – Verificar se o código de identificação é válido; – Comparar o comprovante com um comprovante do mesmo banco; – Confirmar a autenticidade do comprovante com o banco.







