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Incontinência urinária: saiba mais sobre o problema que afeta predominantemente as mulheres

Urologista do Hospital São José alerta sobre causas, tratamento e prevenção da condição

Cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de incontinência urinária (IU) no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O problema está associado à perda involuntária de urina pela uretra, podendo variar de pequenos escapes diários ou perda incontrolável de urina, mais comum em mulheres e idosos. Pensando nisso, convidamos o médico urologista do Hospital São José, Dr. Carlos Eduardo Scannavino, para alertar sobre o tema e frisar que não há motivos para vergonha, visto que a incontinência urinária tem controle e tratamento.
Muitas vezes os fatores de saúde e hábitos de vida contribuem para o desenvolvimento da incontinência urinária, como idade avançada, sedentarismo, obesidade, tabagismo, diabetes e menopausa, ou após cirurgias pélvicas. Segundo o urologista, existem três tipos de incontinência urinária: por esforço, urgência e mista. A primeira delas acontece quando ocorre um escape de urina quando há um esforço físico, seja andar, correr, tossir ou espirrar. Já a incontinência urinária de urgência é o desejo repentino de urinar e contração involuntária da bexiga, gerando a incapacidade de controlá-la. Já a incontinência mista é a aparição dos dois tipos citados anteriormente.
O diagnóstico da condição é inicialmente clínico e com exames não invasivos. Uma boa história clínica, exame físico e o diário miccional são muito importantes. Ultrassonografia das vias urinárias e um exame de urina simples ajudam na exclusão de outras patologias que podem estar associadas ao trato urinário. Em casos mais graves ou que haja intervenção cirúrgica, o exame padrão para diagnóstico é a urodinâmica.
A incontinência urinária não é uma doença grave, mas nem por isso deve ser negligenciada. O urologista afirma que existem tratamentos para a condição. “A fisioterapia pélvica é o tratamento primário, e em caso de falência dessa abordagem, o tratamento cirúrgico estaria indicado. Na incontinência de urgência, além da fisioterapia é indicado o uso de medicações com o objetivo de diminuir a intensidade e duração das contrações involuntárias da bexiga”, explica.
Para o médico, a adoção de hábitos de vida saudáveis, como boa alimentação e realização de atividades físicas periódicas, fortalecimento da musculatura pélvica auxiliam na prevenção da incontinência urinária. “Infelizmente, as pacientes tem a qualidade de vida muito afetadas pela incontinência, sentem vergonha de sair de casa, têm medo de se urinar em público e constrangimento de usar fraldas. Então, o principal recado é buscar o quanto antes o atendimento de um urologista para o diagnóstico precoce e melhora dos resultados”, finaliza o profissional.

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Edição 24/02/2024
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