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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Já são quase 100 mil veículos registrados em Teresópolis

Teresópolis perdeu seu jeitinho de cidade de interior faz tempo. Há vários motivos que justificam tal afirmativa, sendo o trânsito um dos principais deles. Em diversos horários do dia, é preciso ter paciência para atravessar a região central do município ou bairros como Barra do Imbuí e São Pedro. Analisando dados fornecidos pelo Departamento Estadual de Trânsito é fácil compreender tal problema. Até janeiro passado já haviam sido registrados aqui 97.496 veículos

Marcello Medeiros

Teresópolis perdeu seu jeitinho de cidade de interior faz tempo. Há vários motivos que justificam tal afirmativa, sendo o trânsito um dos principais deles. Em diversos horários do dia, é preciso ter paciência para atravessar a região central do município ou bairros como Barra do Imbuí e São Pedro. Analisando dados fornecidos pelo Departamento Estadual de Trânsito é fácil compreender tal problema. Até janeiro passado já haviam sido registrados aqui 97.496 veículos, ou seja, contabilizando aqueles emplacados em outros municípios, esse número passa facilmente de 100 mil. Em outra vertente dessa história, é importante destacar que, mesmo com a ampliação da frota, que ganha cerca de três mil novos registros por ano, as ruas são as mesmas de 50 anos atrás. São muitos veículos para estreitas e disputadas vias.

Soma-se a isso a falta de organização e alguém responsável por pensar em soluções para o trânsito teresopolitano. Um dos exemplos de desorganização e ausência dessa preocupação é a Rua Prefeito Sebastião Teixeira, principal acesso da Tijuca e onde existem pelo menos meia dúzia de escolas e uma grande empresa. Nos horários de entrada e saída, é recomendado não passar por ali. Em alguns momentos e locais, são formadas quatro filas, com veículos com duas rodas em cima da calçada, as duas faixas normais e uma se espremendo próximo aos recuos criados para tentar atender a demanda dos pais e responsáveis por estudantes.

 

E a tendência, infelizmente, é só piorar. Desses 97.496 veículos, são 61.006 carros de passeio, 19.131 motocicletas, 2.598 caminhões e 316 ônibus, além de outros modelos como tratores e caminhonetas, por exemplo. Em 2016, eram 94 mil. Em 2015, 91 mil. Nessa crescente, se nada for feito, chegará um momento que cada teresopolitano terá seu meio de transporte, mas não terá como utilizá-lo.

E com tantos veículos em circulação e poucos agentes da Guarda Municipal, ou servidores engessados por superiores mais preocupados em resolver seus problemas pessoais ou políticos, diariamente são registradas centenas de infrações de trânsito que prejudicam ainda mais o tráfego em diversas vias. Estacionamento em fila dupla, ponto de ônibus, em calçadas… No ano passado, segundo o próprio Detran, Teresópolis emitiu a metade do número de multas aplicadas em Nova Friburgo e cinco vezes menos que Petrópolis.

  Sucatas também incomodam

Mesmo após o fim da sua vida útil, muitos veículos continuam sendo problema. Na Tenente Luiz Meirelles, próximo ao cruzamento com a Rua Governador Roberto Silveira, por exemplo, um Logus foi abandonado há meses em cima da calçada. Esquecido pelo seu último dono e ignorado pela Guarda Municipal, o antigo modelo da VW já teve uma das rodas e as lanternas retiradas. Em vários bairros, restos de veículos atrapalham a passagem de pedestres e servem também para auxiliar na proliferação de vetores de doenças, como é o caso de uma Parati no bairro de São Pedro. Na Rua Professora Carmem Gomes, em Agriões, registramos o que sobrou de um Fusca. No vidro, diferente do trânsito de Teresópolis, onde “ninguém é de ninguém”, o dono deixou mensagem avisando que “tem dono”.

  Mais acidentes

Anuário estatístico produzido pelo Departamento Estadual de Trânsito mostra que a via urbana mais crítica em relação aos casos de acidente de trânsito em Teresópolis é a Tenente Luiz Meirelles. A avenida, que tem início no encontro da Carmela Dutra e Djalma Monteiro e segue até a BR-116, no bairro do Meudon, recebe diariamente grande número de veículos de diversas comunidades, entre elas a mais populosa do município, São Pedro. Apesar de não informado no documento divulgado pelo Detran, tudo indica que tal movimentação, que em alguns momentos do dia chega a causar grandes engarrafamentos, seja responsável por tal colocação na pesquisa. O anuário mostra que as outras vias com números críticos no quesito acidentes de trânsito são duas das três rodovias de acesso ao município, a BR-116, a Rio-Bahia, e a RJ-130, a Estrada Teresópolis-Friburgo.

Os últimos dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito são referentes ao ano de 2016. A pesquisa referente a 2017 ainda está em curso. Segundo o anuário, foram registrados no período 529 acidentes de trânsito, sendo 371 vítimas homens e 147 mulheres. Desses casos, foram 40 mortes. O dia com maior número de ocorrências é o domingo, seguido por sexta e sábado. A parte da tarde é o período com mais registros. O número de acidentes aumentou em comparação ao ano anterior, quando foram 448 ocorrências e 33 mortes. Em 2015, além das três citadas vias, também foi apontada como ponto crítico a Avenida Feliciano Sodré, na Várzea. 

 

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Edição 23/05/2024
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