Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Lei autoriza farmácias em supermercados e cria novo modelo de acesso a medicamentos no Brasil

Norma estabelece regras rígidas para funcionamento e mantém exigências sanitárias, conciliando conveniência e segurança ao consumidor

Luiz Bandeira

A recente sanção da Lei nº 15.357 autoriza a instalação de farmácias e drogarias no interior de supermercados em todo o Brasil, inaugurando um novo modelo de comercialização de medicamentos no país. A medida, no entanto, impõe critérios rigorosos para garantir a segurança dos consumidores e preservar o caráter de assistência à saúde desses estabelecimentos. Pela nova legislação, as farmácias instaladas em supermercados deverão funcionar em espaços físicos totalmente delimitados e independentes, sendo proibida a exposição e venda de medicamentos em gôndolas comuns, junto a alimentos ou outros produtos. A presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento também é obrigatória. Antes da mudança, a legislação brasileira proibia esse tipo de operação sob o argumento de que farmácias não são apenas pontos comerciais, mas unidades de saúde que exigem controle técnico e sanitário específico.
Entre os principais pontos definidos pela nova lei, está a obrigatoriedade de estrutura exclusiva para o funcionamento da farmácia dentro do supermercado. Na prática, o espaço deve operar como uma unidade tradicional, respeitando todas as normas sanitárias vigentes. A venda de medicamentos controlados também está autorizada, desde que sejam cumpridas todas as exigências legais, incluindo controle rigoroso, prescrição médica e acompanhamento profissional. Outro ponto essencial é a presença permanente de um farmacêutico responsável, assegurando orientação adequada ao consumidor e o cumprimento das normas técnicas.

Carlos Eduardo opina sobre a nova lei e questiona a presença de farmácias dentro de supermercados: “Acho que são dois comércios completamente diferentes. Na minha opinião não tem nada a ver.” Foto: Luiz Bandeira / O Diário

Opiniões divididas entre consumidores
A novidade, embora amplie o acesso e a conveniência, ainda gera opiniões distintas entre os consumidores. O aposentado Carlos Eduardo demonstra resistência à ideia e destaca a diferença entre os segmentos. “Acho que são dois comércios completamente diferentes. Na minha opinião não tem nada a ver, já que o mercado lida com alimentação e as farmácias outro tipo de comércio. Não vejo como podem ficar juntos”, afirmou.
Ele também relembra experiências anteriores de grandes redes. “O Carrefour e o Walmart tinham lojas separadas que comercializavam medicamentos para atender esse segmento, mas nada dentro do supermercado”, completou. Já a aposentada Ilda da Silva vê a mudança de forma positiva, destacando a praticidade no dia a dia. “Vejo essa medida como positiva. No Extra, antigamente, tinha uma farmácia dentro do mercado, então quando a gente ia fazer as compras, aproveitava e comprava os remédios que precisava, tudo em um lugar só. Não vejo problema algum, achei ótima a ideia”, disse.

Ilda da Silva avalia como positiva a possibilidade de comprar medicamentos no supermercado, “Vejo essa medida como positiva. Não vejo problema algum, achei ótima a ideia”. Foto: Luiz Bandeira / O Diário

Implementação depende de adaptação das redes
Embora a lei já esteja em vigor, a implementação do novo modelo dependerá da viabilidade estrutural de cada rede de supermercados, que precisará adaptar seus espaços para atender às exigências estabelecidas. A proposta busca ampliar o acesso da população a medicamentos, especialmente em regiões onde há menor cobertura de farmácias tradicionais, sem abrir mão da segurança e da qualidade no atendimento.

Modelo “loja dentro da loja” ganha força
A nova legislação também resolve um impasse histórico ao permitir a presença de farmácias em supermercados, desde que mantida a separação física e técnica entre os ambientes. Com isso, o formato se aproxima do conceito de “loja dentro da loja”, já consolidado em outros segmentos do varejo. Em cidades como Teresópolis o consumidor já encontra farmácias instaladas em centros comerciais próximos a grandes mercados. Agora, com a regulamentação, a tendência é que esse modelo avance, oferecendo mais comodidade ao público sem comprometer os padrões sanitários. A expectativa é que a medida represente um avanço no setor, equilibrando praticidade e responsabilidade técnica, e ampliando as opções de acesso a medicamentos de forma segura.

Farmácias seguem normas rigorosas e exigem presença de profissional habilitado. Estrutura dos mercados deve ser adaptada para atender às exigências da nova lei. Foto: Luiz Bandeira / O Diário
Teresópolis 25/03/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Lei autoriza farmácias em supermercados e cria novo modelo de acesso a medicamentos no Brasil

Centro de Pesquisa do Iconha recebe investimentos e impulsiona estudos ambientais em Teresópolis

Cão da GCM fareja esconderijo de mais de mil pinos de cocaína em Teresópolis

Campanha leva conscientização sobre autismo aos ônibus de Teresópolis

Mutirão Dívida Zero RJ renegociou cerca de R$ 2,7 milhões em Teresópolis

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE