O Diário de Teresópolis
Na manhã desta segunda-feira (23), moradores das localidades do Salaco, Salaquinho, Granja Florestal e Córrego dos Príncipes, em Teresópolis, se reuniram para um protesto pacífico na Rua José Gomes da Costa Júnior. A mobilização começou às 7h e teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para os impactos causados pelo intenso fluxo de caminhões pesados nas ruas da região após a liberação de um ‘bota-fora’ nas proximidades da Pedra da Tartaruga e entorno do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis.
De acordo com os manifestantes, a circulação constante dos veículos em vias estreitas tem provocado transtornos como rachaduras em residências, danos à pavimentação, congestionamentos e excesso de poeira, além de preocupações relacionadas à segurança e ao bem-estar da população local. Apesar da legalidade do empreendimento, a comunidade demonstra preocupação com os reflexos na infraestrutura e no meio ambiente. O morador Altair de Souza Rocha, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Salaco (AMAJASA), pontuou que o aumento da movimentação de caminhões também teria causado rompimentos na rede de abastecimento de água em alguns pontos.

Problema vizinho a um parque
Integrantes do grupo de moradores da Granja Florestal também manifestaram preocupação com possíveis impactos ambientais, afirmando que o descarte de entulhos estaria ocorrendo próximo a áreas naturais sensíveis. A região é conhecida pela proximidade com a Pedra da Tartaruga, um dos pontos naturais mais visitados do município, o que reforça o debate sobre preservação ambiental.
Bota-fora
No ano passado, o município passou a contar com um ‘bota-fora’ licenciado para o descarte de resíduos inertes da construção civil, instalado na Estrada do Salaco, na localidade de Córrego do Príncipe. A iniciativa, operada pela empresa J A Soluções Ambientais e autorizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem como objetivo combater o descarte irregular de entulhos em áreas verdes, cursos d’água e locais de difícil fiscalização.
Entretanto, moradores das áreas vizinhas questionam os impactos gerados desde o início das atividades, citando o aumento significativo do tráfego de caminhões, a poeira constante e possíveis prejuízos ambientais em uma região próxima a áreas de conservação.

População questiona viabilidade
Enquanto a comunidade aponta riscos estruturais e ambientais, a prefeitura destaca que o espaço possui licenciamento e que eventuais descartes irregulares podem ser punidos. O poder público afirma ainda que a proposta busca oferecer uma alternativa legal e sustentável para o setor da construção civil.
Cobramos um posicionamento do governo municipal e Secretaria Municipal de Meio Ambiente em relação aos problemas apontados na manifestação dos populares e, quando for liberada a nota oficial da prefeitura, atualizaremos a reportagem.








