Marcello Medeiros
O morador da Posse Walter Rodrigues, conhecido por ter sido o responsável pelo Cantinho das Cerejeiras, deu mais um exemplo de cidadania: ao perceber as galerias do córrego Antônio José parcialmente obstruídas nas proximidades do atrativo turístico que criou, ele ingressou no pequeno curso d´água e promoveu a limpeza da passagem da água. Preocupado com as chuvas fortes, ele lembra que essa é apenas uma pequena ação e que há necessidade de uma grande intervenção na área – duramente afetada pela Tragédia de 12 de Janeiro de 2011. “Está aí, quase tudo fechado, já pedimos algumas vezes e eles vêm, olham e não fazem nada. Vou entrar ali e dar uma melhorada, porque vem chuva forte aí”, divulgou em suas redes sociais.
O córrego nasce em Campo Grande, atravessa os bairros da Posse e Cascata do Imbuí e deságua no Paquequer, próximo à grande queda que leva o nome dessa última comunidade. Na madrugada da maior tragédia natural do país, ele tomou proporções nunca vistas na história do município. Nos anos seguintes, o INEA transformou praticamente todo o curso d´água em uma grande galeria aberta, com a ideia de que ‘a água correria mais rápido’ para o seu destino. Porém, desde então, poucas manutenções foram feitas. Em alguns locais, como na ponte ao lado do Cantinho das Cerejeiras, o sistema de galerias acabou dividindo a passagem da água, com o encontro das grandes caixas de concreto, no meio da ponte, se tornando mais um obstáculo para os detritos arrastados pelas chuvas.



