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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Mesmo pagando iluminação pública caríssima, bairro segue na escuridão

Moradores da região de Albuquerque denunciam grande número de lâmpadas de led apagadas

“Lâmpada tem, falta gestão”. Parafraseando uma famosa frase utilizada em campanha eleitoral recente no município, onde um então candidato reforçava que a prefeitura tinha dinheiro em caixa, mas era mal administrada, moradores dos bairros de Albuquerque e Jardim Suspiro questionam o moderno e muito divulgado “sistema de led” da iluminação pública, adotado pelo atual governo, o mesmo que promoveu um grande reajuste na taxa por esse serviço em Teresópolis. Eles denunciam que dezenas de lâmpadas nas estradas do Suspiro e Vivenda Três Marias, vizinhas à rodovia RJ-130, estão queimadas há meses e, apesar de várias reclamações feitas à Ouvidoria Municipal, continuam se arriscando na escuridão. “Novamente venho pedir ajuda. Olha como estão as estradas do Suspiro e Vivenda Três Marias. Não era para termos luzes nos postes, já que pagamos iluminação pública? É vergonhoso ter que ficar pedindo toda hora”, frisou um morador de Albuquerque, em contato feito com a redação do Diário através do Whatsapp 2742-9977.
Ele foi apenas um dos vários populares que relataram ao jornal o drama de ter que caminhar em um grande breu mesmo desembolsando mensalmente uma quantia em dinheiro pela chamada contribuição de iluminação pública, que na verdade é obrigatória. “Se vangloriam tanto de um serviço que não funciona. Vive queimando, vive dando problema, e eles não respondem sequer nossas solicitações. Dinheiro tem, falta gestão, será? Lâmpada tem, falta gestão para trocar, será?”, questiona outro contribuinte municipal em contato com o Diário. Infelizmente, tal demanda não está isolada na região de Albuquerque.
Sobre essa localidade, cobramos um posicionamento do governo municipal nesta quarta-feira, 29. No início da tarde, em nota encaminhada para a nossa redação, foi explicado, através da Assessoria de Comunicação, que “a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos informa que, conforme cronograma, uma equipe que atua nos reparos de iluminação pública irá aos referidos locais nesta quarta-feira para realizar os trabalhos necessários” e ainda que “a ida aos locais atende a solicitação feita à Ouvidoria Geral”.

Enel cobra, PMT gasta
Importante frisar que, apesar de ser cobrada através da concessionária de energia Enel, nas contas enviadas aos teresopolitanos mensalmente, todo o valor arrecadado com a tarifa pela iluminação pública é repassada aos cofres da prefeitura. Assim, quem é responsável pela manutenção do sistema nas vias públicas é o governo municipal, não a empresa que faz a cobrança da taxa.

Valor arrecadado
Em setembro passado, em resposta ao DIÁRIO sobre a arrecadação, o governo informou que gira em torno de R$ 18 milhões ao ano, e que o dinheiro teria sido gasto cerca de um terço dele com o pagamento da energia consumida à Enel, e o restante, valor quase igual ao custo da conta de luz pública, com a empresa que faz a instalação de luminárias e a compra lâmpadas. “A Prefeitura informa que de janeiro a agosto de 2023 o Município arrecadou R$ 12.185.218,31 de contribuição de iluminação pública. Nesse período, foram gastos R$ 8.295.695.99, da seguinte forma: pagamento de R$ 3.990.495,99 à Enel/Ampla de iluminação pública; pagamento de R$ 2.900.000,00 à empresa Ares pela locação de serviços de instalação de luminárias, com caminhão cesto e motorista; pagamento de R$ 750.000,00 à empresa Eficilux pela aquisição de luminárias de led; pagamento de R$ 655.200,00 à empresa Marvem pela adquisição de luminárias de Led”. Ou seja, em apenas oito meses a Prefeitura arrecadou R$ 12 milhões na taxação que faz sobre a iluminação pública, tendo gasto apenas quatro milhões com a claridade que pagamos por ela. Um terço deste valor arrecadado sobre o pretexto da iluminação foi para gastar com “empresa de instalação”, que só substitui lâmpadas queimadas, não explicando o governo o que fez com um terço do dinheiro, cerca de R$ 4 milhões. Isso, em apenas oito meses, o que sugere já ter o prefeito gasto de forma equivocada mais de R$ 20 milhões do dinheiro explorado junto ao povo sob o pretexto de contribuição para a iluminação pública.

Edição 01/03/2024
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