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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Moradores da Fonte Santa convivem com lixo espalhado

Falta de lixeiras e frequência na coleta da prefeitura geram problemas e riscos de saúde

Marcello Medeiros

Através do contato do “Diário Comunidade” (Whatsapp 2742-9977), recebemos mais um pedido de ajuda em relação ao descarte errôneo de lixo, em consequência da falta de um local adequado, e irregularidade no serviço de coleta prestado por uma empresa terceirizada contratada pelo governo municipal – aliás, a mesma que se mantém há anos em Teresópolis, independente do prefeito no cargo ou a insatisfação popular. Dessa vez, a reclamação é dos moradores da Rua Júpiter, bairro da Fonte Santa, que citam que o prometido “choque de gestão” ficou somente na panfletagem de campanha, presencial ou virtualmente. “Precisamos de uma lixeira urgente! Estamos até hoje aguardando o tão falado choque de gestão, que nunca saiu do papel”, enfatizou uma contribuinte que mora bem próximo ao local onde ela e vizinhos precisam deixar as sacolas com lixo doméstico e acreditar que o serviço de coleta realize a retirada desses resíduos antes do “ataque” de cachorros e outros animais. Infelizmente, a agilidade dos caninos é bem maior do que a da mensalmente bem remunerada empresa mantida pela “gestão” para realizar o serviço em todo o município.

Dessa maneira, a cena mais comum na Rua Júpiter é a de dezenas de sacolas rasgadas e lixo de todo o tipo espalhado pelo chão, terminando inclusive em residências e por longa distância na pequena via pública, que conecta Fonte Santa ao bairro de Montanhas, havendo ainda um acesso para a rodovia RJ-130, a Teresópolis Friburgo. Além do aspecto negativo de se viver em um ambiente tomado por detritos e mau cheiro, é preciso levar em consideração que esse tipo de situação contribui com a proliferação de vetores de doenças, como ratos e insetos. Nesta terça-feira, entramos em contato com o governo Vinicius Claussen para cobrar um posicionamento sobre o assunto, através da Assessoria de Comunicação. Em nota, foi destacado que “de acordo com informações da empresa contratada para a coleta de lixo domiciliar, a coleta no referido local é feita regularmente três vezes por semana” e que, entretanto, “a supervisão da empresa vai verificar se houve alguma intercorrência ou interrupção nesta periodicidade e tomar as devidas providências, se necessário”. Nada foi informado sobre a instalação de uma coletora de lixo no local.

Falta equidade
O caso da Rua Júpiter é apenas um onde se mostra ineficiente o sistema de coleta empregado no município, que insiste em manter o mesmo calendário de atendimento para bairros com grande diferença populacional. Para exemplificar, coletar o lixo duas vezes na semana em uma área onde há 100 habitantes é mais do que suficiente. Agora, seguir a mesma rotina em um bairro onde vivem 10.000 é confirmar a incompetência, ou pelo menos, insensibilidade, diante do que será produzido em um esquema de trabalho que não resolve o problema de uma grande comunidade.

A culpa é de quem?
Mesmo empiricamente, é fácil perceber que não é eficiente o sistema de coleta de resíduos domésticos no município, carente de mais investimentos ou mesmo uma intervenção para que ocorram as necessárias mudanças. Porém, também é preciso citar que em muitas situações de desordem a grande culpada é a própria população. Muita gente não consegue sequer respeitar os dias de coleta. Se o caminhão passa segunda, quarta e sexta, por volta das 8h, a recomendação é que as sacolas de lixo sejam deixadas nos locais indicados apenas nesses dias e o mais perto do horário possível, evitando assim que elas sejam rasgadas por vira-latas, por exemplo. Porém, é comum perceber que em muitos bairros as pessoas simplesmente descartam o que não lhe interessa mais em qualquer dia e horário, às vezes utilizando até locais inadequados para tal. Deixar sofás velhos, colchões rasgados, restos de material de construção e outros materiais objetos que não são recolhidos pela coleta normal é outro problema infelizmente comum. Nesse caso, se percebe também a falta de ações de educação ambiental com o objetivo de conscientizar sobre a responsabilidade de cada um na destinação adequada do lixo, inclusive informando que muita coisa sequer precisa ser encaminhada para a simples decomposição, podendo ser reciclada e diminuir assim a retirada de novos materiais da natureza.

Edição 02/03/2024
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