O Diário de Teresópolis
Faleceu nesta quarta-feira (11), em Teresópolis, Cláudio Roldan de Mesquita, conhecido como o Papai Noel com mais tempo em atividade no Brasil e um dos mais antigos do mundo. Gaúcho de Porto Alegre, ele morava no município desde 1958 e era uma figura muito conhecida e querida na cidade.
O sepultamento está marcado para às 16h, desta quarta-feira (11/03), no Cemitério Municipal Carlinda Berlim, o Caingá. Até o momento, não há informações confirmadas sobre o velório.
Cláudio interpretava o bom velhinho desde 1969. Ao longo de mais de cinco décadas, levou alegria e encantamento a gerações de crianças e adultos, tornando-se um símbolo do espírito natalino em eventos, festas e celebrações na cidade e na região. Carismático e dedicado ao personagem, conquistou não apenas os pequenos, mas também todos aqueles que, em algum momento, sonharam em ter seus pedidos atendidos pelo Papai Noel.

Reconhecimento nacional
Em 2007, Cláudio recebeu o RankBrasil pelo recorde de “Papai Noel com Mais Tempo de Atividade”. Na época, também aguardava o reconhecimento internacional pelo Guinness Book. A documentação já havia sido enviada para análise na Inglaterra. Em entrevista concedida à Diário TV, em dezembro de 2024, ele destacou o orgulho pela trajetória construída ao longo de tantos anos. “A minha atividade é brasileira, sendo o mais antigo do Brasil registrado no livro de recordes. Sobre o Guinness Book, eu tenho que esperar o tempo do falecido, que deve ser em um, dois ou três anos. A papelada já está na Inglaterra. Isso para mim já é um calor que ganho com todo o coração. Se Deus quiser, eu vou chegar lá”, afirmou na ocasião.
Vestido com o tradicional traje vermelho e a longa barba branca, Cláudio sempre destacou a paixão pela missão de levar alegria às pessoas.
“Isso está no meu coração e na minha memória. Adoro ser o Papai Noel. É maravilhoso ver as crianças me abraçarem, me beijarem e me pedirem as coisas. Não só as crianças, os pais também são maravilhosos”, contou.

Família também vivia o Natal
O clima natalino também fazia parte da vida familiar. Sua esposa, Clemilce Hermida de Mesquita, participava das apresentações caracterizada como Mamãe Noel, ajudando a levar ainda mais magia aos eventos.
“Eles me ajudam muito. A minha esposa, há uns anos, passou a ser Mamãe Noel. É maravilhoso”, relatou. Entre os netos, ter o Papai Noel como avô também era motivo de diversão e alegria durante as festas de fim de ano.
“Meus netos chegam e ficam maravilhados. A farra é enorme e a casa fica uma bagunça. Graças a Deus todos ganham presentes e ficam me agradecendo. Eu me sinto como se fosse o pai deles”, dizia.

Histórias que marcaram
Com mais de meio século interpretando o personagem, Cláudio acumulou inúmeras histórias emocionantes. Uma delas ficou marcada em sua memória e foi relatada à reportagem da Diário TV.
Segundo ele, certa vez uma jovem passou horas observando-o em um shopping. No dia seguinte, voltou vestida de branco para tirar uma foto e fez um pedido especial: que o Papai Noel ajudasse na cura de sua mãe.
“Ela disse: ‘Papai Noel, eu quero um favor teu: cura a minha mãe’. No outro dia, ela foi buscar a foto e nunca mais eu a vi. Fiquei muito triste com a situação, mas Deus sabe o que faz”, recordou.
Com sua trajetória dedicada ao personagem que simboliza generosidade e esperança, Cláudio Roldan de Mesquita deixa um legado de carinho e lembranças que marcaram gerações em Teresópolis.







