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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Muita poeira, buracos e indignação no Bairro de Fátima em Teresópolis

Moradores e comerciantes reclamam dos muitos problemas causados pela interrupção de obra na Rua Tietê

Luiz Bandeira

Há cerca de um mês, o programa “Asfalto Novo”, uma parceria do governo estadual com o município, chegou ao Bairro de Fátima, em uma de suas principais vias, a Rua Tietê. A obra começou com o serviço de fresa, que retira o asfalto deteriorado para posteriormente ser colocada a nova cobertura. No entanto, passados mais de 30 dias, moradores e pessoas que constantemente utilizam essa via perderam a paciência. Com o início do serviço todos ficaram animados pela reforma da rua, mas agora a equipe de reportagem do jornal O Diário e Diário TV, que esteve no local nesta quinta-feira, 04, só ouviu queixas, já que o serviço parou e agora a população precisa transitar em uma rua com enormes buracos profundos que oferecem risco de acidentes, causam danos aos veículos e os moradores são obrigados a conviver com muita poeira que invade as residências e estabelecimentos comerciais da região.

A rua fresada produz muitos detritos e poeira que invade as casas e estabelecimentos comerciais do bairro

A jornalista Lisemara Guedes, moradora do bairro, que trafega todo dia pela Rua Tietê, relata as dificuldades e prejuízos que a interrupção da obra está causando aos moradores. “Pra nós quando chegou a notícia de que esse trecho aqui da Tietê até a Rua Jorge Lima, no início do Bairro de São Pedro, que esse trecho iria receber asfalto novo, todo mundo feliz da vida, que a última obra aqui foi em 2005, durou uns dez anos muito bem, mas depois começa a buraqueira e tapa buraco não resolve. Então asfalto novo é muito bem vindo, o grande problema é que tem pouco mais de um mês que arrancaram o asfalto desse trecho inicial e foi uma tragédia, por que é muita poeira e uma buraqueira absurda, são crateras.

A jornalista Lisemara Guedes relatou que já amargou um prejuízo por conta de um pneu furado do seu carro ao passar por um dos muitos buracos da via

Hoje, pra você ter uma ideia, eu estava em um borracheiro com o pneu furado, por que com o trânsito, muito movimento dos dois lados a gente não tem para onde escapar, você cai mesmo e não são buracos rasos são muito profundos, isso danifica o carro das pessoas, não tem como. Além disso a questão da poeira, vários moradores, a gente vê reclamando nas redes sociais, as pessoas vem falar com a gente mesmo que é morador que não está suportando a questão da poeira”, relata a jornalista.

Enquanto produzíamos a matéria, vários moradores nos abordaram para externar sua indignação com o quê consideram um descaso dos responsáveis pela obra. A funcionária pública Mônica Torres, há cerca de um ano e dois meses morando em Teresópolis, se diz decepcionada com o governo municipal e relata que sua filha enfrenta problemas de saúde por conta da poeira causada pela obra. “Os moradores estão indignados com essa irresponsabilidade de uma prefeitura que começa uma obra e abandona. Na minha casa eu tenho uma criança de seis anos que não para mais de tossir, uma alergia absurda a casa vive preta é de uma irresponsabilidade sem tamanho o quê está acontecendo. A gente não abre mais as janelas tem que ficar tudo fechado e limpeza diária e a toda hora, lavando o nariz por que a tosse não sana e antialérgico direto desde que essa obra começou e está abandonada, é um absurdo!”, relata, indignada, a moradora.

A moradora Mônica Torres se queixa que sua filha está com sérios problemas de saúde causado pela poeira da obra parada

Posicionamento da PMT
Chegamos a agendar uma entrevista com o secretário de Obras do município, Davi Serafim, para falar sobre o recapeamento da Rua Tietê. Porém, ele precisou cancelar o encontro devido um compromisso de última hora. Por telefone, Serafim afirmou que a obra da nova galeria de águas pluviais não é a causa do atraso no recapeamento da Rua Tietê e que o adiamento é causado por defeito mecânico em uma das máquinas necessárias para compactar a nova cobertura asfáltica. As manilhas que serão usadas na obra na nova galeria já estão armazenadas no entorno da Casa de Cultura Adolpho Bloch, onde também uma máquina retroescavadeira está estacionada aguardando o início dos trabalhos.

As manilhas que serão utilizadas na obra da nova galeria de águas pluviais do
bairro de Araras já estão depositadas em frente a Casa de Cultura

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Edição 13/08/2022
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