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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Novas cheias no Paquequer tiram o sono de moradores de prédio na Várzea

Estrutura de edifício foi afetada após obra do INEA, que ainda não iniciou reconstrução do muro de contenção

Luiz Bandeira

Na madrugada do dia 24 de maio passado, durante um serviço realizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) no leito do Rio Paquequer, na altura da Praça Olímpica Luís de Camões, na Várzea, uma parte do muro de contenção do Edifício Granado, localizado às margens do rio, desmoronou. A intervenção fazia parte da chamada “Operação Limpa Rio” e utilizava maquinário pesado, o que, segundo moradores, contribuiu para o colapso da estrutura. O incidente gerou pânico entre os residentes e acendeu um alerta para os riscos iminentes, sobretudo diante do período de chuvas intensas, típico desta época do ano. Desde então, a situação se agravou com novos danos na base do muro, que segue ameaçando ceder. Com as novas cheias do nosso principal rio, como ocorreu na madrugada e manhã desta quarta-feira (17), eles temem que o pior aconteça.

Síndica do edifício, a analista judiciária Adriana Bezerra de Oliveira afirma que o INEA prometeu realizar reparos para garantir a segurança dos moradores, mas nenhuma obra efetiva foi iniciada até o momento. “A situação é calamitosa. Choveu muito na cidade, e isso agravou ainda mais o problema. Abriu-se um buraco na parte inferior do muro, e o trecho em continuidade ao que já caiu está ameaçando desmoronar”, relata. Segundo Adriana, a única medida adotada até agora foi a colocação de pedras de brita, numa tentativa mínima de conter o fluxo da água — ação considerada totalmente insuficiente. A Defesa Civil, inclusive, já alertou para o aumento do volume de água no rio, o que eleva ainda mais o risco para a edificação.

“Não dormimos. Desde o dia 24 de maio eu não consigo dormir em paz. A cada nuvem que se aproxima da cidade, o medo volta”, afirma a síndica Adriana Oliveira. Foto: Luiz Bandeira / O Diário

Impacto emocional sobre os moradores
“Não dormimos. Desde o dia 24 de maio eu não consigo dormir em paz. A cada nuvem que se aproxima da cidade, o medo volta”, afirma a síndica. Ela relata ainda que uma moradora decidiu deixar o prédio temporariamente. “Hoje ouvi de uma condômina: ‘vou para a casa da minha mãe, porque não me sinto segura’.”
Apesar da gravidade da situação, Adriana afirma que há informações desencontradas sobre o andamento das providências. Em uma apuração informal, teria sido informada de que a licitação já estaria concluída, mas nenhuma obra foi iniciada. Em nota oficial, o Instituto Estadual do Ambiente informou ao Diário “que está prevista para janeiro a licitação para a escolha da empresa responsável pela obra no Rio Paquequer”.

Enquanto isso, o condomínio mantém um processo administrativo em trâmite no INEA, com toda a documentação e providências solicitadas devidamente apresentadas. “Tudo o que foi pedido foi cumprido imediatamente pelo prédio. O que falta agora é o INEA agir”, reforça Adriana. Caso a solução definitiva continue sendo adiada, os moradores não descartam buscar medidas legais, embora a expectativa, por ora, seja de resolução na esfera administrativa.

Antes do rompimento da estrutura, máquinas do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) trabalhavam na “Operação Limpa Rio”. Foto: Juliana Ludwig / O Diário
Segundo a síndica Adriana Oliveira, a única medida adotada até agora foi a colocação de pedras de brita, numa tentativa mínima de conter o fluxo da água – ação considerada totalmente insuficiente. Foto: Juliana Ludwig / O Diário
Teresópolis 06/02/2026
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