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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Obras emergenciais no Corte da Barra ainda na fase de cotação de preços

Trabalho de contenção de pedras previsto para janeiro. Enquanto isso, pedestres ignoram alertas sobre risco

O último registro de deslizamento de pedras e algumas árvores no trecho da Avenida Presidente Roosevelt conhecido como “Corte da Barra” foi em outubro passado, quando o órgão responsável pelo monitoramento e manutenção do local, o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre – DNIT interditou a passagem de pedestres no lado da pista onde ocorreu o escorregamento de sedimentos. Porém, essa não foi a primeira vez que situação de grande risco foi registrada no trecho, que faz parte da rodovia BR-495, portanto de administração federal. Cerca de três meses antes, uma professora teve o para-brisa do veículo atingido por uma pedra e, nos últimos anos, vários casos semelhantes ganharam destaque na imprensa. Portanto, não é de hoje que uma grande intervenção se faz necessária no trecho. Porém, de acordo com o DNIT, ainda não há uma data para o início das aguardadas obras. Em nota, encaminhada para a redação do Diário pela Assessoria de Comunicação no início da semana, foi informado que houve publicação da declaração de situação de emergência na BR-495/RJ, no segmento do km 0 ao 250, onde fica o Corte da Barra, e que “atualmente a Autarquia está realizando as cotações de preço e o próximo passo é analisar as propostas que serão enviadas pelas empresas para a realização dos serviços. A previsão é que as obras comecem em janeiro de 2023”.
Depois do último registro de deslizamento de pedras, a prefeitura de Teresópolis informou que nos dias de intenso volume de chuvas a Defesa Civil irá interditar o local para avaliação e o trânsito será desviado para a Rua das Paineiras, que terá o estacionamento suspenso, para melhor fluidez no trânsito. Nessa situação, outra orientação será que, para acessar o centro da cidade, o motorista realize o trajeto Barra x Várzea via bairro de Pimenteiras. O protocolo estará em vigência até que haja a solução definitiva para o trecho.

Até um ciclista utilizou a calçada, tecnicamente “interditada” pelo órgão responsável pelo trecho

Pedestres ignoram riscos
A frágil tela de proteção instalada pelo DNIT em outubro passado já não cumpre o seu papel, de impedir o acesso de pedestres no lado direito, sentido Barra, ou esquerdo, para quem vai para o Centro. Na última quinta-feira, 29, nossa equipe registrou várias pessoas caminhando tranquilamente pelo local, ignorando também as placas com a informação sobre o risco de queda de pedras e a proibição de passagem para pedestres. Durante o período que estivemos no local, até um ciclista utilizou a perigosa calçada para seguir em direção a Barra do Imbuí.

Calçamento da BR-495, de responsabilidade do DNIT, apresenta ressaltos e buracos em diversos trechos

Situação da BR-495
O estado de conservação das rodovias brasileiras segue piorando ano após ano, conforme aponta a 25ª edição da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada na semana passada. Este ano, dos 110,3 mil quilômetros de rodovias públicas e concedidas à gestão privada avaliados, apenas 34% foram classificados como ótimo ou bom, quando levados em conta aspectos como o pavimento; a sinalização; a geometria de via e a existência de pontos críticos. Em contrapartida, 66% da extensão pesquisada foram considerados como regular (40,7%), ruim (18,8%) ou péssima (6,5%). Segundo o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, o percentual de trechos considerados bons ou ótimos (34%) equivale à situação registrada em 2009, ou seja, há 13 anos. “Esse é um dado bastante preocupante. A situação ideal seria o nível de qualidade ir subindo gradativamente e, a longo prazo, termos rodovias com maiores extensões classificadas como ótimas ou boas”, disse o diretor da entidade, afirmando que a piora do estado geral das rodovias “não é um problema de um só governo, mas de Estado”.
Na região, a única rodovia analisada foi a Philúvio Cerqueira Rodrigues, a BR-495, mais conhecida como Teresópolis x Itaipava. De acordo o estudo, o estado geral foi considerado “ruim”, assim como o pavimento. Para sinalização, a classificação foi “regular”. No quesito geometria ficou com “péssimo”. Com 36 quilômetros de extensão, a estrada é de responsabilidade do governo federal, sendo administrada, portanto, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), que no início deste ano foi motivo de muitas reclamações devido ao longo período de abandono da BR-495. Por diversas vezes, O Diário mostrou a falta de capina escondendo a sinalização e tomando boa parte da estreita pista, além de vários buracos e pontos com desnível. Depois de muitas reclamações, o serviço de corte da vegetação foi realizado.


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Edição 20/04/2024
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