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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Pátio vazio e equipamentos desligados no posto de vistoria do Detran

Greve terminou, mas serviço ainda não foi normalizado e teresopolitanos estão sendo prejudicados

Marcello Medeiros

Há cerca de 20 dias foi retomado o atendimento no posto de vistoria do Departamento Estadual de Trânsito em Teresópolis, localizado na Rua Avelino Machado Bastos, bairro da Prata. Com funcionários em greve por duas semanas, a empresa terceirizada pelo Detran foi substituída. Porém, quase um mês depois, o teresopolitano ainda encontra grande dificuldade para agendar a vistoria veicular e ficar em dia com o licenciamento anual – evitando assim apreensão do seu bem pelo próprio órgão ou pela Polícia Militar, entre outros serviços prestados nesse local. É grande o número de reclamações de proprietários de veículos e despachantes que não conseguem agendar o serviço pelo site do Detran, onde raramente aparece o nome de Teresópolis como opção.

Nesta terça-feira pela manhã nossa equipe de reportagem esteve no bairro da Prata. Com o problema no agendamento virtual, e consequente possível acúmulo de serviço por conta do período em greve, imaginamos que encontraríamos a Rua Avelino Machado Bastos tomada de carros e motos, com uma grande fila de interessados em colocar seus veículos em dia e evitar a dor de cabeça e prejuízo financeiro para recupera-los posteriormente. Porém, encontramos cenário completamente diferente: Estava vazio e, em alguns momentos, funcionários sentados aguardando serviço. Além disso, metade dos equipamentos utilizados para verificar a emissão de gases estava desligada. 

Um dos despachantes que diariamente tem a missão de tentar agendar a vistoria para seus clientes relatou a reportagem do jornal ODIÁRIO e DIÁRIO TV que o motivo para tal situação é que o número de funcionários atual é bem menor do que antes do período de protesto e, assim, o número de vagas disponibilizadas no site do Detran é de menos da metade do previsto para o tamanho da frota de Teresópolis. Tentamos gravar com responsável pelo posto, sendo informados que tal esclarecimento só poderia ser feito através da Assessoria de Comunicação do órgão.

Em nota, foi explicado que “o atendimento do posto de vistoria do Detran-RJ em Teresópolis está sendo normalizado  após a troca da empresa prestadora de serviço” e, que “com a entrada da Probid, houve mudança no quadro dos funcionários. Alguns foram reaproveitados e outros, desligados. Neste momento, os novos funcionários contratados estão sendo treinados para começarem a prestação de serviço o mais rápido possível”.

A Assessoria do Detran informa ainda que devido à demanda reprimida do período de paralisações dos funcionários terceirizados há uma procura maior pelo agendamento de serviços. “Por isso, o Detran-RJ continua organizando mutirões do Detran Presente em cidades polos para atender as regiões mais afetadas”. Teresópolis, porém, não está na programação para o atendimento ampliado. Em Petrópolis, por exemplo, o serviço de vistoria tem acontecido até no período no noturno.

Detran não ajuda e ainda atrapalha

Caso não tenha conseguido realizar a vistoria para o licenciamento anual dentro do período previsto, o proprietário de veículo pode vir a ter um grande prejuízo financeiro. Com o grande atraso na marcação do serviço no posto local, a solução é buscar cidades vizinhas, tendo assim maior despesa e necessidade de mais tempo. Caso a pessoa não tenha tal disponibilidade, o melhor a fazer é deixar o carro ou moto em casa: Se o bem for apreendido pela Polícia Militar ou pelo próprio órgão, será rebocado para o depósito de Nova Friburgo. Está fechada desde o final do segundo semestre a área do Detran para o acautelamento de veículos em situação irregular em Teresópolis, vizinha ao posto de vistoria, assim como o depósito de responsabilidade do município, no bairro de Três Córregos.

Entre abril e outubro deste ano, a Polícia Militar apreendeu 1.016 veículos em Teresópolis, sendo a grande maioria motocicletas. Tentando amenizar o inconveniente de se dirigir para Nova Friburgo, inclusive para a própria corporação, o 30º BPM está em negociação para administrar o pátio do quilômetro 71 da Rio-Bahia a partir do próximo ano. Em entrevista recente, o Comandante da Polícia Militar no município, Coronel Marco Aurélio, falou sobre a importância de tais ações de fiscalização. “A Polícia Militar quer esclarecer que não tem nada contra as pessoas que andam de forma regular, legal, mas que atuamos em repressão a determinados delitos, ou seja, se as pessoas que descumprem as normas, a PM tem o dever de agir. Sabemos que no Rio de Janeiro muitos elementos utilizam esses tipos de transporte, as motos, para suas empreitadas criminosas. Aqui não podemos deixar que também aconteça. Entendemos que todo crime começa em uma desordem, então a pessoa andar sem habilitação, sem o  documento devido do carro ou moto, tudo isso é o início, é o pontapé de um ilícito e a PM ciente disso tem que agir dessa forma, reprimindo esse tipo de ilícito”, disse o Coronel. 

O Oficial destacou ainda que um motociclista em situação irregular que se envolva em um acidente de trânsito, por exemplo, pode ser prejudicial para aqueles que andam com suas obrigações em dia. “Temos aí a situação do DPVAT e outros impostos e documentos necessários e que podem prejudicar a vítima, a pessoa que for atingida por tal veículo. Se a pessoa não for habilitada, não tiver documento da moto, estiver com moto roubada ou chassi adulterada, caso que já flagramos várias vezes por aqui, como fica o prejuízo? Por isso não temos como se fechar em relação isso e realizamos ações para proteger a própria sociedade”, enfatizou.

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Edição 22/06/2024
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