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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Patrulha Maria da Penha reforça proteção às mulheres no Carnaval de Teresópolis

Guarnição especial do 30º BPM combate o assédio e destaca a campanha “Não é não, respeite a decisão”

Marcello Medeiros

Carnaval nem sempre é sinônimo só de folia e diversão. Para as mulheres, principalmente, pode ser motivo de preocupação diante da falta de respeito de muitos homens, que confundem alegria com assédio, ou, pior, ‘liberdade para a prática de crimes’. Para combater excessos nesse período de festa, a Patrulha Maria da Penha, do 30º Batalhão de Polícia Militar, vai intensificar as ações de prevenção e atendimento a casos de assédio e violência contra a mulher em Teresópolis. A operação contará com equipe especializada atuando todos os dias de Carnaval, além do apoio das demais viaturas de serviço, com foco em garantir segurança e resposta rápida às ocorrências.

Para garantir que o Carnaval seja sinônimo de alegria e diversão para as mulheres, Patrulha Maria da Penha estará em ação nas ruas de Teresópolis. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

A Sargento Giselle, uma das responsáveis pelo trabalho da patrulha, o período festivo exige atenção redobrada. “Carnaval é alegria e folia, mas nem sempre é assim, principalmente para a mulher, que pode ser vítima de assédio. Estamos no terceiro ano da campanha ‘Não é não — respeite a decisão’, para garantir que as mulheres tenham um carnaval seguro e que os homens se conscientizem sobre o respeito às decisões delas”, afirmou, em entrevista à Diário TV.

De acordo com a policial, uma das ocorrências mais comuns é a importunação sexual, muitas vezes minimizada por foliões. “A importunação sexual é quando ocorre ato contra a vontade da vítima. Se a mulher manifestou que não quer, que não está a fim, o homem precisa aceitar. Caso contrário, pode responder criminalmente. Não existe justificativa como estar sob efeito de álcool. O carnaval precisa ser curtido com responsabilidade”, reforçou.

Com mais de 10 anos de trabalho realizado em Teresópolis, equipes da Patrulha Maria da Penha são destaque nas ações de apoio à mulher. Foto: Divulgação 30º BPM

Grande número de atendimentos
A Sargento Ellen destaca que a Patrulha Maria da Penha é especializada nesse tipo de atendimento e já acumula experiência no município. “Estamos há cinco anos com a patrulha e já realizamos mais de 14 mil atendimentos só na cidade nesse período. No Carnaval, teremos equipe à disposição das mulheres que sofram qualquer tipo de assédio. Seremos mais um ponto de apoio para pedidos de ajuda”, disse.
Além da equipe específica, a orientação é que mulheres em situação de risco procurem qualquer viatura da Polícia Militar que esteja atuando nos eventos ou acionem o telefone 190. O batalhão também mantém atendimento por telefones específicos da patrulha (21 97659-8931 e 21 99203-2952) na Sala Lilás, espaço de acolhimento localizado no antigo Fórum, ao lado do Colégio Estadual. “A Polícia Militar reforça que o respeito é a principal regra da festa e que denúncias devem ser feitas sempre que houver qualquer tipo de violência ou constrangimento”, pontua Ellen.

O 30º Batalhão de Polícia Militar, vai intensificar as ações de prevenção e atendimento a casos de assédio e violência contra a mulher em Teresópolis. Foto: Divulgação 30º BPM

Outros canais para pedir ajuda
Além de situações que possam ocorrer no período de Carnaval, vítimas de assédio, violência sexual, psicológica ou física podem e devem pedir ajuda. Além dos telefones e endereço acima, há salas de atendimento específico à mulher na antiga sede da 110ª Delegacia de Polícia, na Avenida Alberto Torres, e no 30º BPM (Rua Guandu, 680, Pimenteiras).

Outra dica é utilizar o aplicativo Rede Mulher. Desenvolvido pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, é uma ferramenta digital gratuita e segura, criada para oferecer suporte imediato às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Disponível para dispositivos Android e iOS, o app visa facilitar o acesso à rede de proteção e agilizar o atendimento em situações de emergência.

Entre as funções do app, um botão de emergência que aciona diretamente o 190 e o chamado ‘modo camuflado’, que permite que o aplicativo altere sua aparência para um visual neutro, acessível apenas por login e senha, garantindo discrição em situações de risco.

Teresópolis 12/02/2026
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